Resposta à coluna Livre Mercado

Em resposta às notas “Reajuste zero é possível” e “Uma só parcela”, publicadas na coluna Livre Mercado, do Jornal A Notícia, hoje (19), o Sinsej esclarece que não é verdade que qualquer número apresentado, em relação ao reajuste salarial dos servidores, desagradará ao sindicato. Nossa pauta de reivindicações está nas mãos do prefeito Carlito Merss desde 1º de março e até o momento não houve nenhuma resposta. O que nos desagrada é o desrespeito com a categoria. Vale lembrar que as principais informações sobre o posicionamento da Prefeitura nessa campanha salarial têm sido obtidas a partir da citada coluna.

O que pedimos é a reposição da inflação e mais 5% de aumento real. Reivindicação tímida, se levarmos em consideração que, em alguns setores, nossa categoria acumula uma perda salarial de 40%.

Todas as grandes categorias de nossa cidade pedem aumento real em suas datas-bases desse ano. Os metalúrgicos de Joinville já rejeitaram a proposta das empresas de 7,5% de aumento e piso de R$ 750,20. A patronal dos mecânicos oferece 7,3% e salário mínimo de R$ 731, mas os trabalhadores querem 12% e um piso de R$ 850. Os comerciários pedem 10% de aumento real. Onde está, então, o absurdo na proposta apresentada pelos servidores?

A dívida de 50 milhões da Prefeitura

A coluna informa ainda que a Prefeitura tem uma dívida de R$ 50 milhões com fornecedores e que conceder o reajuste da inflação aos servidores significaria o  desembolso do equivalente a 37,5% desse valor.

Joinville possui um orçamento anual de mais de R$ 1 bilhão. Só com a folha de pagamento (salários e encargos) dos funcionários municipais são gastos mais de R$ 30 milhões todo mês. Em uma Prefeitura com tamanha movimentação financeira, R$ 50 milhões em dividendos são facilmente negociáveis e não podem ser considerados um empecilho para reajustar os salários dos servidores.

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