Manifestação pede melhorias na saúde na Zona Sul

Moradores do bairro Paranaguamirim e servidores públicos da unidade de saúde Jardim Edilene realizaram um ato, pela manhã desta segunda-feira (7/10). Ao fim, foi feita uma passeata pela Avenida Kurt Meinert. Eles reivindicam a construção de uma unidade no loteamento Estevão de Matos, que tem sua comunidade atendida pela equipe reunida no posto vizinho.

Inicialmente havia sido planejada a paralisação completa da unidade do Jardim Edilene. Porém, a Prefeitura de Joinville apresentou uma proposta no dia 3 de outubro, em reunião com o Sindicato dos Servidores Públicos dos Municípios de Joinville, Garuva e Itapoá (Sinsej). De acordo com documento assinado por representantes da Secretaria da Saúde, o poder Executivo promete resolver provisoriamente o problema em cinco meses.

Em 60 dias seria feita a licitação para a reforma de um imóvel alugado no Estevão de Matos, enquanto outros 90 seriam para a empresa escolhida executar as obras. A Secretaria afirma, ainda, que uma nova unidade de saúde será construída no prazo de 18 meses.

Os manifestantes prometem acompanhar de perto o cumprimento dos prazos. “Temos a proposta da Prefeitura de forma oficial. Vamos vigiar os prazos apresentados pela administração e, caso não sejam cumpridos, iremos preparar novas mobilizações”, esclareceu o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter.

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Comunidade e servidores cobraram solução para os problemas na saúde | Foto: Johannes Halter

Situação dos servidores

Em março de 2012, aconteceu uma mudança provisória da equipe e serviços de saúde do Estevão de Matos para o Jardim Edilene. Com isso, as equipes das unidades passaram a atender as comunidades em um mesmo espaço. Porém, o provisório tornou-se permanente. “O espaço é inadequado, com tudo precarizado. Quando as pessoas procuram ajuda nesse espaço minúsculo, correm o risco de ficar mais doentes”, desabafou o técnico de enfermagem Adilson Brummer.

Comunidade sofre

Segundo o membro da comunidade da Igreja São Miguel, José Lino, a solução precisa ser urgente. “O posto do Jardim Edilene está sufocado pelo acúmulo de atendimentos. Qualquer prefeito que diga que a saúde é prioridade precisa sair das palavras e ir à ação”, dispara o também morador do Estevão de Matos.

Situação semelhante foi apresentada pelos moradores e trabalhadores que falaram no carro de som durante a manifestação. “A população chega até a unidade e percebe que há problemas. Ela quer ser atendida e fica decepcionada. Isso acaba se refletindo no nosso trabalho”, relembrou a técnica de enfermagem Kátia Meister.

Manifestação Pede Melhorias Na Saúde Na Zona Sul

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