Encerradas as negociações com poucos avanços

Prefeito e equipe de governo alegaram falta de condições financeiras I Foto: Francine Hellmann
Prefeito e equipe de governo alegaram falta de condições financeiras I Foto: Francine Hellmann

Os diretores do Sinsej voltaram a se reunir hoje (7/5) com o prefeito Udo Döhler (PMDB) e com a equipe de governo. Esta foi a segunda rodada de discussões após a assembleia de 24 de abril, que rejeitou a contraproposta da Prefeitura. Houve apenas pequenos avanços, não há nenhuma melhoria em relação ao reajuste salarial e ao vale-alimentação e a negociação entra em um impasse. “Vamos continuar com um dos piores vales do estado, prefeito?”, perguntou o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, durante a reunião. “Não tem o que fazer”, foi o que respondeu o chefe do Executivo.

Desta forma, para estes dois assuntos a proposta da Prefeitura continua sendo de pagar apenas a inflação e reajustar o vale-alimentação em 20%, bem como o teto para recebimento.

Relembre a Pauta de Reivindicações

Relembre com o que a Prefeitura já havia concordado

A falta de condições financeiras foi a tônica da justificativa para não avançar em nenhum outro ponto da Pauta de Reivindicações. Desta forma, os únicos avanços são: redução da jornada dos agentes administrativos do Hospital Municipal São José de 35 para 30 horas semanais, elevação do adicional noturno de 20% para 30% e compromisso de apresentação de um estudo sobre o acesso da qualificação, de forma a melhorar a remuneração dos servidores.

A situação do magistério também voltou a ser debatida, mas novamente não houve nenhuma melhoria na posição da Prefeitura. Os dirigentes do sindicato insistiram que é preciso avançar em algo que valorize esse setor, cujo piso está muito abaixo dos demais de nível superior. Eles lembraram que a proposta feita pelo Sinsej anteriormente à Secretaria de Educação – que casava a implementação gradual dos 33,33% de hora atividade com uma elevação financeira escalonada – era muito flexível. Porém, Döhler voltou a negar alegando falta de condições financeiras.

Números

Para o Sinsej, a antiga tática de buscar números para justificar o não atendimento de reivindicações é inadmissível este ano. Segundo o Portal das Transferências Constitucionais – SC da Fecam, o repasse do Fundeb aumentou 14,5% em relação ao ano passado. No Portal Transparência da Prefeitura é possível verificar que a arrecadação do município está hoje R$ 47 milhões maior do que na mesma data de 2013. Isso representa um crescimento de 11%, o dobro da inflação. O comprometimento da receita com a folha de pagamento está em 48,3% e, se consideradas as previsões de desempenho do Ipreville, que influenciam nesse número, deve baixar ainda mais. A Lei de Responsabilidade Fiscal permite a utilização de até 54% para pagar pessoal e estabelece um limite considerado prudente de 51,3%.

Região

A posição do governo de Joinville é vergonhosa se comparada com a de municípios próximos. Itapoá acaba de conceder 10% de reajuste e um vale-alimentação de R$ 280. Garuva pagou a inflação, mas dará um vale de R$ 450. Araquari, que tem 53% de sua arrecadação comprometida com a folha de pagamento, concordou com uma elevação salarial diferenciada entre os setores, que vai de 10% a 51%. Jaraguá reajustou os salários em 6% e aumentou o vale para R$ 440.  Barra Velha deu um reajuste de 19% ao magistério, com 56% da folha comprometida. Em nenhum desses municípios há limite de corte para o auxilio alimentação.

Hora de organizar

O momento exige muita mobilização. Os diretores do Sinsej encerraram a reunião pedindo ao prefeito que reconsidere e melhore a proposta antes da semana que vem, mas as negociações foram encerradas. Para o sindicato, a posição da Prefeitura ainda é insuficiente. Agora, apenas a luta organizada da categoria arrancará mais avanços. Todos os servidores de Joinville estão convocados a participarem da assembleia geral que acontecerá dia 13 de maio, às 19 horas, na Câmara de Vereadores, e ajudar a definir o rumo da Campanha Salarial 2013.

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