Prefeitura mente em campanha de mídia

A greve continua até a apresentação de uma boa proposta e aprovação da categoria

Próximo ato da greve será sexta-feira (6/6), às 9 horas, em frente à Prefeitura

A Prefeitura de Joinville começou hoje (4/6) uma massiva e maldosa campanha de mídia para tentar enfraquecer a greve dos servidores. Em comunicados de rádio e televisão, ela informa que o sindicato fechou um acordo com o governo de que o reajuste dos servidores seria no valor da inflação, entre outras cláusulas. O Sinsej alerta que esta informação é mentirosa, pois esta proposta apresentada pelo Executivo foi recebida pelos diretores sindicais na mesa de negociação e levada à apreciação da categoria, em assembleia. A proposta, ainda insuficiente, foi rejeitada pelos trabalhadores. Uma contraproposta foi elaborada e aprovada  na mesma oportunidade, mas, como a Prefeitura negou-se a continuar negociando, a greve continua.

Para o Sinsej, esta campanha de mídia expõe uma contradição: o prefeito Udo Döhler (PMDB) declarou diversas vezes que não tem recursos financeiros para valorizar os servidores, mas agora investe milhões de reais em uma propaganda mentirosa.

Com isso, a Prefeitura dá mais uma prova de que não procura uma maneira negociada de restabelecer os serviços públicos à população. Esta atitude soma-se à judicialização do movimento e ao fechamento do canal de diálogo. É preciso relembrar que a categoria entrou em greve porque a Prefeitura propunha-se a pagar apenas a inflação. A primeira melhoria nesta proposta foi feita somente no 11º dia de greve, com um avanço mínimo de 1,12%, a ser pago em 2015. “Isto é fingir que existe negociação”, explicou o presidente do Sinsej, Ulrich Beathater.

Nas propagandas veiculadas, a Prefeitura também afirma que espera que o sindicato cumpra as determinações judiciais. O Sinsej reafirma que não será desta forma que o governo encerrará o movimento, mas apenas apresentando uma proposta melhor, que seja aprovada pela categoria. Além disso, as ações propostas pelo Executivo contra o sindicato são abusivas e a forma como o Judiciário tem conduzido o trâmite delas impede o direito de defesa da entidade. O bloqueio das contas bancárias do Sinsej, por exemplo, está sendo conduzida como se estivesse em segredo de justiça. O TJ também não respeitou o prazo de recurso da liminar solicitada pelo sindicato, o que impede a comprovação de que a Prefeitura induziu o Judiciário ao erro quando ocultou documentos e apresentou informações que não correspondem com a verdade.

O sindicato e os trabalhadores já flexibilizaram a proposta e continuam abertos à negociação para voltar a atender a população o mais rápido possível.

Confira também a matéria sobre os processos e ações judiciais contra o Sinsej “O Judiciário como braço do Estado opressor”

Continuamos em greve, unidos, organizados e em luta I Foto: Johannes Halter
Continuamos em greve, unidos, organizados e em luta I Foto: Johannes Halter

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