Mais um ataque aos servidores de Garuva

Além de não cumprir acordos, Prefeitura vai extinguir cargos

Na última sessão da Câmara de Vereadores de Garuva (1º/12) foi aprovado em segunda votação o projeto de lei complementar 9/2014. Ele prevê a extinção de 43 vagas de auxiliar de serviços gerais e três de recepcionista. Assim que o último servidor destes cargos for exonerado, aposentado, ou demitido não será possível realizar novo concurso para preencher as vagas. A intenção é, com o tempo, terceirizar essas funções. A Prefeitura já havia tentado aprovar esta proposta através do projeto 7/2014 (que previa também o fim das funções de cantoneiro e vigilante), mas ele foi rejeitado pela Câmara devido à mobilização dos servidores.

Infelizmente, este não é o primeiro ataque do governo aos servidores de Garuva. Até o momento, somente o reajuste salarial, o aumento do vale-alimentação e o abono referente a um dia de paralisação foram respeitados. Os demais itens, segundo o governo, serão assegurados somente em janeiro de 2015. Outro problema tem sido a falta de pagamento referente à progressão funcional por qualificação dos trabalhadores que concluíram estudos no primeiro semestre de 2014. Ou seja, não importa o quanto o servidor se qualifique para o serviço, a Prefeitura não reconhece.

A categoria está em Estado de Greve e pode paralisar no início do próximo ano. O Sinsej entende que todas essas medidas não passam de uma tentativa de calar e intimidar o trabalhador garuvense. “Os ataques só irão cessar quando a categoria estiver organizada, comparecendo em massa as atividades do sindicato e lutando pelos seus direitos”, explicou o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter.

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