Secretário Roque Mattei quer ainda mais tempo

Secretaria tem sido extremamente morosa no cumprimento de acordos I Foto: Aline Seitenfus
Secretaria tem sido extremamente morosa no cumprimento de acordos I Foto: Aline Seitenfus

Diretores do Sinsej estiveram em reunião com o secretário de Educação, Roque Mattei na tarde de segunda-feira (1º/12). Foram discutidos: calendário escolar 2015, hora-atividade, hora-termo, inclusão de auxiliares no PCCS do Magistério, fechamento de turmas, passe-professor, carga horária dos agentes administrativos e instalação de ar-condicionado nas salas de aula.

As informações foram repassadas ao Conselho de Representantes por Local de Trabalho hoje. O Sinsej vai encaminhar um ofício à Secretaria reiterando as reivindicações dos servidores da Educação. No início de fevereiro haverá uma assembleia com o setor, em data a ser confirmada.

Calendário Escolar

O governo apresentou sua proposta. Nela, o início do trabalho foi antecipado em um dia comparado ao calendário aprovado pelos educadores. A Secretaria não pretende conceder folga na Quarta-feira de Cinzas (18/2) nem na Quinta-feira Santa (15/4). Também não prevê ponto facultativo na segunda-feira que antecede o feriado de Tiradentes (21/4). O secretário mostrou-se irredutível a qualquer tentativa de negociação.

Hora-atividade

Na discussão da implementação dos 33% de hora-atividade, o descaso demonstrado foi ainda maior. Há dois anos o prefeito Udo Döhler prometeu respeitar este direito, que já é garantido em lei federal desde 2008. Até o momento, existe apenas a indicação de que a educação infantil receberá este benefício no ano que vem. Para os professores das demais séries, o secretário disse precisar de ainda mais tempo para estudar o assunto.

Hora-termo

Roque pediu, novamente, mais tempo para análise e resposta. “Iremos iniciar mais um ano sem soluções?”, questionou o presidente do sindicato, Ulrich Baethalter. Há dois anos o sindicato tem dialogado com a Prefeitura buscando ou o fim da hora-termo ou que ela incida sobre a previdência e seja paga em afastamentos de saúde.

Passe-professor

A falta de solução se estende também a este assunto. Atualmente, os educadores que atuam até o nível fundamental 1 recebem desconto de 50% na compra do passe. Já se passaram dois anos e a promessa – assinada pelo prefeito Udo – de estender este benefício aos professores do 6º ao 9º ano não foi realizada e não tem um prazo para ser.

Agentes administrativos

Para fechar a lista de promessas não cumpridas e sem previsão para tal, há a diferença de carga horária entre os agentes administrativos da Prefeitura. Hoje, quem trabalha nas escolas faz 40 horas semanais. Nos demais setores da Prefeitura são 30 horas por semana. O acordo de greve deste ano pede a redução da jornada para os agentes das escolas até 2015. Novamente, a resposta do secretário foi pedir tempo.

Fechamento de turmas e ar-condicionado

Para finalizar, Roque deu ao menos um prazo: a instalação de aparelhos de ar condicionado será feito em todas as escolas até o início das aulas, em fevereiro. Ele também garantiu que só serão fechadas turmas nos colégios que apresentarem diminuição do número de alunos, sem ultrapassar 35 estudantes por sala.

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