Repressão em vez das reivindicações da educação

Publicamos abaixo um texto da coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), Clarice Erhardt. Ela denuncia a situação das escolas da rede estadual e a repressão sofrida por uma dirigente sindical que participou de protesto sobre o tema.  O Sinsej solidariza-se com a defesa da sindicalista Viviane de Souza Miranda e com a luta do Sinte pela valorização dos profissionais, por uma educação, pública, gratuita e para todos.

 

Escolha João Martins Veras adiou o reinício das aulas por falta de condições estruturais I Foto: Sinte
Escolha João Martins Veras adiou o reinício das aulas por falta de condições estruturais I Foto: Sinte

O ano de 2015 começa ruim para a educação em Santa Catarina. São escolas caindo aos pedaços, infraestrutura comprometida, ar condicionado instalado, mas sem energia elétrica para funcionar.

Não fosse isso Colombo envia ao Legislativo a Medida Provisória 198 que destrói as condições salariais dos ACTs ao transformá-los em horistas, passando a ser meros prestadores de serviços desvinculados da remuneração dos professores da rede.

Quanto a estes a proposta do Governo Colombo é fazer austeridade com a carreira dos profissionais da educação, achatando salários e retirando direitos.

E para quem ousar rebelar-se contra estas barbaridades a ordem do secretário Deschamps é reprimir, exatamente como estão fazendo com a dirigente sindical Viviane de Souza Miranda, do Sinte Regional Joinville, lotada na Escola Estadual Professor João Martins Veras.

Deschamps publicou no Diário Oficial de 20 de fevereiro a Portaria 564/2015 afastando preventivamente a dirigente sindical, para responder a processo administrativo disciplinar, nada mais nada menos por ela ter participado das mobilizações da escola neste início de ano letivo, uma vez que a unidade escolar sequer tinha energia elétrica em todas as salas para funcionar.

Professores, alunos e pais fizeram o movimento exigindo do governo estadual condições estruturais mínimas para o início das atividades escolares, que respondeu com repressão, suspendendo a dirigente sindical de suas funções, contra o direito de manifestação e proibindo o exercício do mandato sindical.

Uma resposta à altura será dada pela comunidade da escola, que exigirá o arquivamento do processo administrativo. O Sinte Regional Joinville já providenciou a defesa da dirigente sindical Viviane, que está a cargo do departamento jurídico do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Joinville.

Clarice Erhardt
Coordenadora do Sinte Regional/Joinville

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