Servidor, solidarize-se com a greve do São José

Os trabalhadores do Hospital Municipal São José estão em greve desde o início desta semana. Após o término da Campanha Salarial eles foram duramente atacados, com o anúncio de cortes de adicionais de insalubridade e periculosidade, valores substanciais na renda de grande parte dos funcionários do local. O Sinsej pede a solidariedade de toda a categoria. Durante o recesso de julho, passe na barraca em frente ao Hospital e converse com esses companheiros. A luta de um servidor deve ser a luta de toda a categoria!

Servidores estão em greve I Foto: Aline Seitenfus
Servidores estão em greve I Foto: Aline Seitenfus

Compreenda

A direção do Hospital reuniu diversos setores comunicado que mais de 150 servidores seriam prejudicados.  O Sinsej entrou em contato com a então secretária de Saúde, Larissa Brandão, que alegou nada saber. Ela prometeu conversar com o prefeito Udo Döhler, mas nenhuma resposta chegou.

Anúncio de greve

Na segunda-feira (6/7) os trabalhadores do São José reuniram-se em assembleia no Sinsej e constataram que a situação era grave. Para que cessassem os anúncios de cortes e a Prefeitura voltasse atrás, uma greve foi anunciada para a segunda seguinte. O governo foi devidamente notificado e o sindicato insistiu por uma reunião com o prefeito, mas o encontro só foi agendado para o dia 14. Além dos cortes, pedia-se o fornecimento de uniformes e a extensão da Gratificação de Alta Complexidade para todos os trabalhadores do Hospital.

Irresponsabilidade de Udo

Udo não mostra preocupação com servidores e comunidade I Foto: Aline Seitenfus
Udo não mostra preocupação com servidores e comunidade I Foto: Aline Seitenfus

Sem nenhuma garantia de que o ataque anunciado seria revertido, os trabalhadores paralisaram na data anunciada. Na reunião do dia seguinte, Döhler não demonstrou nenhuma disposição de negociação. Informou que um novo laudo ambiental para o Hospital ficaria pronto em 15 dias (mas então como a direção do São José já estava anunciando os cortes?) e que ele seria aplicado na íntegra, retirando direitos já adquiridos pelos trabalhadores. Mostrando que não se importa nem com trabalhadores nem com usuários do São José, o prefeito não agendou uma nova rodada de negociação.

Na última semana a secretária de Saúde, Larissa Brandão, pediu demissão e o diretor do Hospital, Carlos Alexandre Silva, foi retirado do cargo. Demonstrações de sérios problemas na Saúde municipal.

Laudo encomendado

Há muito tempo, os servidores do São José percebem disparidades no laudo ambiental do Hospital – documento que baliza o pagamento de adicionais de insalubridade e periculosidade, de acordo com Normas Regulamentares do Ministério do Trabalho. Esse documento não indicava insalubridade, por exemplo, nos setores que atendem pacientes com doenças infectocontagiosas em isolamento. Nas últimas campanhas salariais pediu-se a correção disso. No entanto, além de não atender à reivindicação, Döhler encomendou um novo laudo cujo resultado é ainda pior.

O Sindicato dos Servidores Municipais de Joinville e Região (Sinsej) não reconhece esse documento, nem qualquer corte do direito de compensação financeira pelo ambiente nocivo em que os valorosos funcionários do Hospital trabalham. Não é preciso ser especialista para constatar a insalubridade dentro do São José. Além disso, não há ilegalidade em pagar aos servidores algo que o laudo não indique. Em Florianópolis, por exemplo, o Sindicato dos Servidores acompanhou a elaboração desse documento em todos os setores da Prefeitura, com um técnico próprio, e apresentou divergências ao documento comprado pelo governo. Em negociação, o Executivo cedeu em várias questões.

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Texto atualizado em 20/6, às 11h38

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