Servidores do HMSJ mobilizados contra demissões

Servidores do São José paralisaram novamente suas atividades.
Servidores do São José paralisaram novamente suas atividades I Foto: Aline Seitenfus

Os servidores do Hospital São José reuniram-se novamente hoje (22/2) para analisar a proposta do governo sobre as demissões de contratados, realizadas na última sexta. Pela manhã, o prefeito Udo Döhler entrou em contato com o Sinsej afirmando que suspenderia as demissões previstas, que atingiriam mais 20 trabalhadores, e contrataria cinco aposentados para substituir os 16 funcionários demitidos.

Os servidores, entretanto, consideram o número baixo e rejeitaram a proposta. Eles exigem que o governo chame os concursados em quantidade suficiente. “Esta gestão mostrou novamente sua irresponsabilidade, optando por penalizar o servidor e comprometendo ainda mais o atendimento da população”, disse o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter. Ele lembrou que o São José enfrenta diversas situações graves, como a falta de medicamentos, agulhas, gases e superlotação.

O sindicato irá hoje, às 17 horas, à Câmara de Vereadores para denunciar a situação. Outra paralisação foi marcada para quarta-feira (24/2), às 11 horas.

Relembre

Na semana passada o Sinsej recebeu denúncias de que diversos contratados do HMSJ estavam sendo demitidos pelo governo. Ao todo, 16 trabalhadores tiveram seus contratos rompidos, comprometendo ainda mais o atendimento ao público e sobrecarregando os servidores.

Desde então, dois atos foram realizadas na tentativa de barrar a ação. Até o momento, Udo Döhler comprometeu-se em não continuar com as demissões já programadas e a contratar cinco aposentados. O prefeito alega que essa medida é necessária para cumprir a lei de responsabilidade fiscal, pois Joinville ultrapassou o limite prudencial, de 51% da receita do município em gastos com folha de pagamento.

No entanto, a lei é clara: os cortes devem começar pelos cargos comissionados. Ainda em janeiro, Döhler deu aos seus comissionados 6% de adicional por tempo de chefia. Udo também escolhe não demitir seus cabos eleitorais e continuar prejudicando a população com falta de medicamentos, de uniformes e de materiais de higiene e limpeza.

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