Todos para a assembleia dia 10, em Joinville

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Na próxima quinta (10/3), às 19 horas, na Câmara de Vereadores, acontece a segunda assembleia da Campanha Salarial 2016 em Joinville. No mesmo dia, às 8 horas, acontece nova audiência com o governo. A pauta de reivindicações foi entregue ao prefeito em 12 de fevereiro, mas na primeira reunião para discutir os pedidos da categoria, Udo Döhler não compareceu e, na segunda, retirou-se da sala antes de tocar no assunto.

Essa é a disposição que o chefe do Executivo tem demonstrado com os servidores responsáveis por todos os serviços da cidade. O prefeito fala da crise, do limite prudencial, dos buracos. Reclama que não tem dinheiro, espalha pela mídia que não dará nem o reajuste. Porém, não exita em pagar gratificação aos seus comissionados. Também não demite aqueles que servem de cabo eleitoral, como forma de cortar gastos para poder proporcionar ao servidor de carreira melhores condições.

“É hora de nos unirmos e lutarmos pelos nossos direitos. A culpa da crise não é nossa nem da população”, disse o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter. Ele também convidou a categoria para participar da assembleia, que irá decidir os próximos encaminhamentos.

Exemplos de luta

Nos últimos dias, três categorias da região metropolitana de Florianópolis deflagraram greve: a capital, Santo Amaro e São José. A medida foi tomada após os prefeitos se negarem a negociar e a conceder ao menos a inflação. Em todas as cidades o discurso é o mesmo: estamos em crise, não temos dinheiro.

Os servidores entenderam que, em tempos de crise, bancos e grandes empresários lucram ainda mais, enquanto os trabalhadores sofrem grandes perdas salariais. Para o Sinsej e diversos sindicatos, é preciso fazer as prefeituras inverterem sua lógica de favorecimento aos poderosos da cidade. Cabe aos governos preservarem e avançarem nos direitos das categorias.

Reunião do Conselho

Conselho de Representantes reuniu-se na segunda, no Sinsej I Foto: Aline Seitenfus

“Não fomos nós que colocamos o país nesta situação, não cabe a nós pagar o preço para sair”, falou Ulrich. Conforme ele, “essa conta é dos bancos, empresários e dos que defendem a lógica do atual sistema. A responsabilidade deles começa nas nossas cidades”.

No dia 7 de março, o Conselho de Representantes se reuniu no Sinsej para analisar a Campanha Salarial. Além disso, foi feita uma análise da situação política atual do país. Os ataques são enfrentados por todos os trabalhadores em todas as instâncias. Está claro que o governo tenta tirar da classe trabalhadora a solução para a crise.

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