Secretárias rechaçam reivindicações dos servidores de Joinville

Aconteceu na manhã de hoje (13/9) reunião entre o Sinsej e o governo de Joinville. A categoria encontra-se em estado de greve por falta de condições de trabalho e havia apresentado à Prefeitura uma pauta de reivindicações formulada na assembleia de 5 de setembro. Todos os pedidos foram terminantemente negados pelas secretárias de Gestão de Pessoas, Rosane Bonessi, e de Saúde, Francieli Schultz.

O presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, lembrou às gestoras que há contradições entre as posições que elas sustentam e compromissos assumidos pelo prefeito em mesas de negociação anteriores com o sindicato. A reunião precisou ser interrompida para que o chefe do executivo fosse contatado e uma audiência com ele foi agendada para a próxima sexta-feira. Ulrich classificou o encontro de hoje como o pior já ocorrido entre o atual governo e o sindicato.

O Conselho de Representantes por Local de Trabalho do Sinsej reúne-se amanhã, às 19 horas, no auditório da entidade. Todo o restante da categoria está convocado para assembleia no dia 21 de setembro, às 19 horas, no mesmo local.

Reivindicações

Os servidores clamam ao governo que forneça equipamentos de proteção individual e uniformes em setores como obras e cozinhas da Prefeitura. Também pedem a reposição imediata dos profissionais faltantes nas unidades; suspensão e restituição dos descontos arbitrários e ilegais promovidos nas folhas de pagamento dos servidores, decorrentes da aplicação da normativa 001/2017; manutenção do pagamento integral do adicional de insalubridade dos coveiros; revogação da portaria que suspendeu os direitos estatutários de licença-prêmio, venda de um terço de férias e abono natalino; fim do assédio moral e da perseguição política em toda a rede, com a regulamentação da lotação e transferência dos servidores; garantia do recesso de fim de ano – inclusive no Ambulatório e CCA do Hospital São José, onde a Prefeitura anunciou o corte deste direito; pagamento do abono para quem trabalhar no recesso devido à natureza de sua função; pagamento imediato do rateio do Pmaq a todas as equipes contratualizadas, seguindo os critérios estabelecidos no exercício anterior; entre outras questões. Leia a pauta completa.

Greve no CAPS III

Duas semanas após os servidores das subprefeituras se mobilizarem contra a falta de EPIs, os servidores do Centro de Atendimento Psicossocial III Dê-Lírios também chegam ao limite da paciência e decidiram, hoje (13/9), que entrarão em greve na sexta-feira, a partir das 7 horas. Neste local, a Prefeitura quer aplicar injustificado aumento de carga horária para 44 horas, sem aumento de salário. Atualmente, os diferentes profissionais da unidade fazem jornadas que variam entre 30 e 42 horas, de acordo com suas funções. Leia mais sobre a situação do CAPS III.

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