Um novo mundo vai nascer

 

São Paulo 15/05/2016 Ato contra Michel Temer na Rua da Cosnolação . Foto Paulo Pinto/Agencia PT

2017 está chegando ao fim e não vai deixar saudades. Este ano vimos uma corja determinada a assaltar definitivamente os cofres públicos, ao mesmo tempo em que liquida os direitos dos trabalhadores e da juventude pobre deste país.

Iniciamos o ano com a limitação dos gastos públicos em pleno vigor. Pelos próximos 20 anos, os governos estão impedidos de ampliar os investimentos em saúde, educação, assistência social… Todos já percebem a falta de material e de pessoal. Depois foi a vez de aprovarem a terceirização irrestrita. Os poucos empregos, já precários, agora se deterioram ainda mais, com rebaixamento dos salários e das garantias gerais.

Na sequência, foi aprovada a Reforma Trabalhista – que entra em vigor agora no mês de novembro. Flexibilização da jornada de trabalho e de uma série de direitos começa a ser posta em prática. Sob o discurso de “modernizar” a legislação, os capitalistas nos levam de volta a condições de trabalho do século passado. Ainda nos assombra a Reforma da Previdência, que representa o fim das aposentadorias. Um esforço do governo para jogar o dinheiro arrecadado no “mercado”, satisfazendo a sanha dos grandes banqueiros e especuladores internacionais.

Some-se a isso a entrega acelerada do patrimônio nacional para as potências estrangeiras (pré-sal, Petrobrás, portos, aeroportos, base de Alcântara…) e os escândalos de corrupção envolvendo a maioria dos congressistas, o presidente da república e até a mais alta Corte do Judiciário – e teremos o mapa completo do caos em que a crise econômica internacional jogou nosso país.

– É uma crise política, dizem os alienados.

– É uma crise moral, dizem os fundamentalistas.

– É a economia, dizem os marxistas.

O povo conhece a expressão: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. A economia capitalista mundial está destroçada. Na ânsia de se salvar, os capitalistas se lançam à pilhagem. E nisso não têm pudores. Não importa destruir os serviços básicos da população pobre. Não importa jogar milhões no desemprego e na miséria. Tudo vale para manter as fortunas e privilégios.

Urge transformar a sociedade. Os russos, há 100 anos, mostraram o caminho. Precisamos de uma revolução socialista, que ponha abaixo esse sistema apodrecido, que supere todas as formas de opressão, que coloque os bens, a terra e a tecnologia para resolver os problemas reais da humanidade. Os trabalhadores e a juventude sabem fazer isso. Basta afastar os “de cima” do poder.

É possível mudar. É possível recuperar os direitos perdidos. É possível avançar numa vida melhor para todos. À medida que rompemos com o modelo atual de sociedade, abrimos as portas para a solução de todos os problemas, inclusive aqueles locais vividos pela nossa categoria. Junte-se a nós.

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