Udo Döhler segue negando todas as reivindicações dos servidores

responde que está mudando o Ambulatório do Servidor de endereço
Nenhuma reivindicação foi aceita até o momento | Foto: Francine Hellmann

Uma segunda reunião de negociação da Campanha Salarial 2018 dos servidores de Joinville aconteceu na manhã desta quinta-feira (3/5). Nela, Udo Döhler seguiu analisando a Pauta de Reivindicações apresentada, mas ainda sem nenhum avanço. A categoria se reúne em assembleia hoje, às 19 horas, no auditório do Sinsej. Na próxima quinta, ocorre nova rodada com o governo.

No último encontro entre os diretores do sindicato, prefeito e secretários, em 26 de abril, Udo se negou a discutir as cláusulas econômicas da pauta. Ele limitou-se aos itens “sociais”, que dizem respeito às condições de trabalho, jornada, previdência, saúde, entre outros assuntos que não incidem, necessariamente, em ganho financeiro para o trabalhador. Na reunião desta quinta, oito pontos foram lidos e debatidos (itens 5 a 12 da Pauta de Reivindicações). Novamente, não houve resposta positiva para nenhum deles. Para o Sinsej, a morosidade da Prefeitura em resolver algumas questões é lamentável.

Exemplos de como se desenvolve a discussão na mesa de negociações

Data-base dos servidores é 1º de maio | Foto: Francine Hellmann
Data-base dos servidores é 1º de maio | Foto: Francine Hellmann

– Como solução para o atendimento de saúde da categoria o governo responde que está mudando o Ambulatório do Servidor de endereço. Segundo os secretários, isso irá melhorar as condições de trabalho e dar mais segurança a quem atua nesse setor, além de melhorar a medicina do trabalho. Ao mesmo tempo, no entanto, ignora-se a situação de desespero e grave adoecimento que muitos outros servidores sofrem por falta de assistência de saúde e pela prática do Ambulatório de negar atestados concedidos por médicos especialistas.

– A respeito do pedido de instituição para eleição de diretores nas unidades escolares, o prefeito afirma que no município não existem indicações políticas para esses cargos, o que qualquer trabalhador sabe que não é verdade. Mesmo confrontado com denúncias de assédio moral por todos os lados, ele insiste que esses são casos isolados.

– Sobre a revogação da extinção de cargos no município, o prefeito explica que nas cozinhas, por exemplo, “livramos nossos servidores desse trabalho penoso”. Essa é a forma como ele descreve a substituição de cozinheiras concursadas por terceirizados em várias unidades, mostrando não se importar com os trabalhadores que lá estão neste momento nem com a manutenção do quadro público. É essa visão de governo que permite o escoamento cada vez maior de dinheiro público para a iniciativa privada e a destruição dos institutos de previdência. Ressalta-se ainda que nas cozinhas que continuam sendo operadas por servidoras concursadas faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

– Para a solicitação de licença remunerada para graduação e pós-graduação dos servidores, o governo responde que está investindo nos cursos oferecidos pela Secretaria de Educação. Essa “solução” não é equivalente ao que consta na Pauta de Reivindicações e não resolve a necessidade de formação da categoria.

Importância da mobilização

A data-base dos servidores de Joinville é 1º de maio. Isso significa que o resultado das negociações deveria incidir sobre a próxima folha de pagamento. Com o ritmo das negociações, o prefeito já está novamente em dívida com seus trabalhadores. É momento de ampliar a participação nas atividades de discussão da Campanha Salarial. A luta organizada da categoria já conseguiu muito e é a única forma de ampliar as conquistas.

Na luta pelo serviço público #NãoTemArrego

Saiba como foram as outras reuniões de negociação:

Primeira rodada com Udo encerra sem avanços

Terceira reunião de negociação: o prefeito vive em uma bolha

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