Contra o fechamento de turmas e pela volta dos 9º anos na Escola Nilson Bender

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Comunidade e servidores lutam por mais vagas | Foto: Kályta Morgana de Lima

Servidores e comunidade reuniram-se em frente à Escola Municipal Prefeito Nilson Wilson Bender, na noite de ontem (20/11), e realizaram uma assembleia contra o fechamento de turmas na unidade, pelo retorno dos 9º anos.

A Secretaria de Educação, além de negar o convite de participar da atividade, ainda proibiu que a assembleia ocorresse dentro da escola. Um ataque ao direito à autonomia da comunidade escolar, à democracia e ao direito de organizar-se e ocupar os espaços públicos. O evento precisou ser feito ao relento, em frente à unidade.

Mesmo com as barreiras impostas, os presentes se manifestaram e deixaram sua indignação com o governo de Joinville, que em vez de resolver a situação com a construção de salas, escolas e contratação de professores, prefere dividir a comunidade com a disputa de vagas.

O presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, destacou que é lotado na unidade e que é responsabilidade da Prefeitura garantir que haja escolas suficientes em cada região. “Nós aqui da região pagamos os mesmos impostos que as pessoas de qualquer outro bairro, merecemos o devido respeito e a garantia de que nossos filhos tenham onde estudar”, disse.

Ao fim, foi falado sobre o abaixo-assinado que pais, alunos e professores estão organizando. Ele está sendo centralizado com os professores e deve ser entregue ao Secretário da Educação, Roque Mattei.

Texto do documento:

Nós, abaixo assinados – pais, alunos e funcionários da Escola Municipal Prefeito Nilson Wilson Bender, reivindicamos ao Secretário da Educação Sr. Roque Mattei, o não fechamento de turmas nesta unidade escolar e o retorno dos nonos anos, direito dos pais e alunos dessa comunidade. A manutenção das turmas e retorno dos nonos anos evitará que alunos que se formariam na escola e que a frequentam desde os primeiros anos sejam obrigados a ir para outra unidade, além de impedir que profissionais que atuam nesta escola percam suas vagas, correndo o risco de redução de sua carga horária.

A luta continua. O Sinsej está ao lado desses servidores e da comunidade, denunciando o descaso do governo. Novos atos e assembleias devem ocorrer em breve.

Abaixo o fechamento de turmas!

Contra os cortes na educação!

Por uma educação pública, gratuita e para todos!

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