“Por que vocês não vão lá demolir a Tupy?”
“Por que vocês não vão lá demolir a Tupy?”
Assim se dirigiu um morador da ocupação Juquiá, no Ulysses Guimarães, à guarda municipal que, em uma ação truculenta e violenta, demoliu casas na véspera de feriado. A ação deixou famílias, crianças e idosos sem lar. Segundo a guarda municipal e a polícia militar, os moradores construíram suas casas em área de manguezal (como a Tupy), justificando a demolição.
No mesmo dia, a prefeita de Joinville tomava posse em uma cerimônia, alardeando ser a primeira mulher prefeita a assumir a cadeira na cidade.
A ocupação do Juquiá em Joinville é uma área pública e de preservação permanente, ocupada há anos com a conivência do poder público, que nunca ofereceu uma alternativa habitacional para as famílias em alta vulnerabilidade. Agora, a prefeitura, por meio da Secretaria Ambiental e da Secretaria de Habitação, passou a monitorar o local com drones e a demolir apenas as casas recém-construídas, deixando as ocupações mais antigas. O Conselho Municipal de Educação fala em um projeto futuro para regularizar a área e garantir moradia, mas até hoje nenhuma iniciativa concreta foi tomada.
Foi então que, na véspera de um feriado, o governo do Partido Novo autorizou mais uma de suas ações truculentas: a Guarda Municipal e a Polícia Militar demoliram casas, deixando várias famílias desabrigadas, em uma operação marcada por pânico, constrangimento e violação de direitos. A postura da Guarda Municipal, que se tornou a polícia do Novo, tem sido arrogante e repressiva, tratando o problema da moradia como caso de cadeia, quando na verdade a solução se chama “política habitacional”.
O Sinsej se une a estes trabalhadores em suas reivindicações por moradia e solidariza com as famílias afetadas.
Ver essa foto no Instagram
