Oposição sindical ou interesse pessoal?

Já há algum tempo a atual gestão do Sinsej tem sido alvo de difamações de um grupo de servidores que se intitula como oposição sindical, sob a sigla de GIRO Sindical. Desde já queremos esclarecer que somos totalmente a favor da pluralidade e da democracia. Assim como nos tempos do MovimentAÇÃO, apoiamos qualquer tipo de mobilização em favor de discutir melhoras para a categoria e os rumos do serviço público municipal. Mas esta gestão não pode se calar diante de mentiras, acusações infundadas e desrespeitosas. Insinuações incoerentes e irresponsáveis que em nada agregam às lutas de nossa categoria ou a construção da identidade da classe trabalhadora. A atual diretoria do Sinsej espera oposição, desde que seja de cunho político, que trate dos reais interesses da categoria e não uma prática acusatória irresponsável e falaciosa, com objetivos obscuros.

Formado por ex-diretores e pessoas próximas das antigas gestões do sindicato, o grupo GIRO Sindical não apresentou até agora nenhuma proposta concreta para a categoria. Tenta suscitar “dúvidas” a partir de questões de pouca relevância e acusa a atual diretoria sem provas. Com que objetivos? Até agora esse grupo não apresentou sequer uma ideia ou ação para o bem dos servidores. Se preocupa mais com as paredes da sede do sindicato do que com as melhorias no Plano de Carreira. Dá mais atenção à vida pessoal de nossos diretores do que à atual Campanha Salarial. Dá mais importância às fofocas do que às pressões, sobrecarga e assédio que os servidores sofrem nos locais de trabalho diariamente.

Segundo o blog do grupo, GIRO é uma sigla: Grupo Integrado de Reação Organizada. Reação? Seja pela história ou pela semântica, parece que alguns querem apenas “agir novamente” e retornar à “coroa”. É bom lembrar que alguns integrantes do GIRO, ex-diretores do Sinsej, saíram junto com a última gestão completando mais de 10 anos a frente da entidade, como o ex-tesoureiro, João Balsanelli (Tita). Mas será que os outros integrantes tem interesses assim tão claros? O senhor Julio César Schneider e a senhora Rita Matta, por exemplo, nas últimas eleições sindicais concorreram em outra chapa, apoiados pela Prefeitura. Agora nós questionamos: Esses servidores estão realmente ao lado da categoria?

De toda forma, como sempre prezamos pela transparência, respondemos pontualmente a todas as questão levantadas pelo GIRO, tanto em seu blog como no panfleto distribuído aos servidores no ano passado:

* (SIC) Questões extraídas do blog e do panfleto do GIRO.


* Os antigos caseiros das cháles, do sindicato – Sinsej, na Praia Balneário Barra do Sul, foram demitidos e no lugar deles foram colocados cabos eleitorais de um vereador de Joinville.

Prezando pela melhor qualidade dos serviços prestados, o Sinsej optou por substituir os caseiros da sede praiana por pessoas de sua confiança e que até agora vem desempenhando um melhor trabalho e atendimento aos servidores. Quanto a eles serem cabos eleitorais “de um vereador de Joinville“, lembramos que vivemos em uma sociedade livre, onde qualquer pessoa tem o direito emitir e exercer sua posição política, podendo apoiar qualquer candidato. Ou será que os membros do GIRO não apoiam nenhum candidato? Ademais, a substituição de funcionários é uma prerrogativa da gestão do Sindicato, tanto que nós, enquanto MovimentAÇÃO, nunca questionamos os motivos das contratações anteriores pelas antigas gestões.

* Que o vigilante em serviço na sede do sindicato – Sinsej é primo de um vereador de Joinville.

O GIRO se refere à pessoa desconhecida do Sinsej. Nossos vigilantes não têm nenhum parentesco com nenhum vereador. Mesmo se tivessem, nos interessa apenas a competência profissional desses funcionários. Estranha-nos este questionamento, afinal quem tem parentesco com vereadores, é o senhor Gilberto Leal, integrante do GIRO e filho da vereadora Dalila Leal. Que inclusive pretende lançá-lo como seu sucessor no cargo, como já mencionou o jornalista Rogemar Santos, no jornal Notícias do Dia. E não é o único, já que sua prima, Roberta Sellmer já foi diretora do Sinsej e foi candidata a vice-presidente na chapa de Tita nas últimas eleições sindicais.

* A esposa do presidente do Sindicato é assessora do vereador Adilson Mariano na Câmara Municipal de Joinville.

A esposa do presidente não integra a diretoria do Sinsej e mais uma vez lembramos da liberdade política. Porém não esqueçamos que o vereador Adilson Mariano sempre esteve ao lado dos servidores. Já a vereadora Dalila, por exemplo, sempre se alinhou com o governo Tebaldi, em especial quando o tucano destruiu a carreira dos servidores do regime geral em 2007 e quase acabou com uma série de direitos do nosso estatuto em 2008, hoje a vereadora se alinha com um governo que sequer honra os acordos com a categoria.

* Que o representante efetivo do sindicato para com o Ipreville não tem comparecido nas reuniões daquele instituto.

O Sinsej não tem função executiva no conselho do Ipreville. Sua função é de fiscalização e informação ao servidor e para isso tem acompanhado de perto o instituto, inclusive comparecendo às reuniões. O que é primordial para essa diretoria é acompanhar a categoria em seu dia a dia.

* A pediatra demitida por justa causa no sindicato estava naquele momento em período de gestação.

Mais uma questão estranha. Se a funcionária tivesse sido demitida por justa causa deveria ter cometido algum ato ilícito ou de desacordo com sua função, o que não ocorreu. A pediatra que trabalhava no Sinsej não foi demitida por justa causa e foi adequadamente indenizada.

* Que a técnica em enfermagem que foi demitida no consultório odontológico do sindicato foi substituida por uma que não tinha qualificação, colocando em risco a saúde do servidor, o que resultou numa denúncia ao CRO e diante disto a diretoria do sindicato foi obrigado a tomar as devidas providencias.

O Sinsej não foi citado pelo CRO por nenhuma denúncia. Não há, na região de Joinville curso técnico específico para a atuação de auxiliar odontológico, a primeira turma de um curso novo deverá iniciar nos próximos meses, para o qual as duas auxiliares, funcionárias do Sinsej, já estão inscritas.

* A galeria dos ex- presidentes foi retirado da sede do sindicato bem como a placa da diretoria que comprou e reformou o atual imóvel e agora no interior da sede tem uma bandeira da CUT.

Esta pergunta do GIRO denota a preocupação que estes colegas tem com os problemas de nossa categoria. As placas foram retiradas porque estavam caindo, todas mal instaladas, serão substituídas por algo menos personalista e que conte de verdade a história da luta da nossa categoria. O GIRO deveria explicar, porque alguns de seus integrantes jogaram no lixo as fotos da greve da categoria nos anos 90 ou preferem esquecer da história dos trabalhadores e lembrar apenas das lendas de seus dirigentes? O Sinsej pretende em breve iniciar uma reforma no imóvel, que visivelmente há anos não recebe reparos, onde as placas serão reinstaladas. Os integrantes do GIRO estão mais preocupados com as paredes do sindicato e com seus sorrisos estampados nelas do que com os problemas do servidor.

* Três diretores já se afastaram da atual diretoria e tem indícios de outros estarem com intenção de sair da atual diretoria. Por quê será?

O GIRO insinua maldosamente que haveria diretores descontentes com a gestão do Sinsej. Insinuam, não provam, não citam nomes, nem fatos, porque eles não existem e ainda não informam claramente o que já ocorreu. Houve apenas uma diretora destituída de seu cargo, a senhora Heloísa Corrente, pelo motivo de não ter participado da greve no ano passado. Inclusive, a ex-diretora não honrou o compromisso que assumiu, pois votou a favor na assembleia que deflagrou a greve. Outro diretor que nós acreditemos se tratar nessa insinuação, deve ser o ex vice-presidente Adilson Adzrejewski, que renunciou por motivos de saúde, mas que ainda é próximo dessa diretoria e que se mantém firme na luta de nossa categoria. O terceiro diretor (supostamente) citado, seria o secretário Ricardo Ferreira que não se afastou da diretoria. Eleito como primeiro secretário, optou por abrir mão de sua liberação para atuação no sindicato para continuar em seu local de trabalho, de modo que atuou em dupla jornada durante o ano de 2010. Mas em breve deverá integrar o quadro de diretores plenamente.

* Filiação a CUT sem observações dos prazos legais para assembleia.

Todos os prazos necessários foram cumpridos e a atual diretoria quer lembrar que a filiação à CUT foi um compromisso de campanha. O que a antiga gestão nunca informou a categoria é porque o Sinsej mantinha relações estreitas com outra central sindical, a UGT. Alguns membros do GIRO poderiam esclarecer isso.

* Reforma estatutária feita irregularmente está sendo contestada na justiça.

A atual diretoria tratou disso aberta e claramente, com toda a transparência. A dita “reforma” propagada pelo GIRO, foi na verdade a ratificação do estatuto para sua adaptação ao novo código civil. Nenhum conteúdo do estatuto foi alterado, mas a medida foi necessária e urgente para garantir o Registro Sindical do Sinsej junto ao Ministério do Trabalho. Mais uma vez as antigas gestões, bem como alguns integrantes do GIRO deveriam esclarecer porque nunca providenciaram este processo no Ministério do Trabalho. Até então, legalmente, o Sinsej não existia o que na prática o tornava ilegítimo.

* Fundo de greve aprovado sem discussão.

O fundo de greve foi aprovado na mesma asssembleia que deflagrou a greve e na ocasião foi apresentada a proposta e aprovada em assembleia. A ma fé do GIRO quer insinuar que a diretoria quis criar algum desvio de recurso. Como já foi explicado, agora reiteramos: o fundo de greve é a destinação de um recurso da receita do sindicato para os gastos numa campanha salarial ou de mobilização de greve. Ou seja, um recurso do sindicato para uso exclusivo dentro do sindicato, nenhuma verba é destinada a nenhum órgão externo ou central. Estes números serão claramente apresentados em nossa prestação de contas.

* Categoria foi enganada no encerramento da greve, diretoria já tinha firmado acordo.

O GIRO faz essa insinuação como uma pergunta: Assembleia pra quê? Fazemos a mesma. Afinal quem esteve presente na assembleia e durante a greve sabe que a atual diretoria foi transparente sobre a real situação daquele momento. As pressões sofridas pela categoria, ações judiciais à espera de protocolo e o desgaste daqueles que lutaram durante uma semana. Ainda assim foi colocada sob decisão da assembleia: continuar ou não a greve. E a categoria sabe que se houvesse o desejo da maioria de manter a paralisação a diretoria estaria firme ao seu lado.

* Greve não conseguiu recuperar perdas salariais.

O GIRO só pode estar ao lado da Prefeitura, pois esquece que quando a categoria deflagrou a greve, a única proposta de reajuste era de 1%. Arrancamos não só o reajuste como ainda os três abonos de R$220,00 para recuperar as perdas causadas pelo parcelamento. E por que, em vez de atacar a direção sindical os integrantes do GIRO não ajudam a cobrar a Prefeitura, que até agora não cumpriu os demais acordos firmados ao fim da greve. Como o do vale-alimentação por exemplo. Afinal estão do lado de quem?

* Um dos DIRETORES do Sindicato dos servidores públicos de Joinville, senhor Jean Ricardo Corrêa de Almeida teve uma penalidade através de procedimentos administrativo disciplinar…5 dias de suspensão…MOTIVO: atrasos ao trabalho, faltas injustificadas e mau desempenho das funções.

O GIRO age por desinformação ou ma-fé? O diretor Jean Ricardo Almeida foi ABSOLVIDO das acusações de mau desempenho das funções. Esta informação está explícita na portaria que encerra o inquérito administrativo e foi publicada na página pessoal de um dos integrantes do GIRO, o senhor Julio Schneider. O que o senhor Julio não informa é que o diretor Jean foi punido por ter participado da campanha sindical, ferindo o princípio constitucional da liberdade política, medida contestada judicialmente. Numa prática no mínimo irresponsável, o Sr Julio publica rotineiramente os resumos e instaurações de processos disciplinares e inquéritos administrativos, com informações incompletas e até erradas, como a anterior. Qualquer servidor público sabe que a prática dos processos administrativos é no mínimo excessiva e mais atacam os servidores do que melhoram o serviço público. É assim que o GIRO quer apoiar a categoria? Dando notoriedade aos desmandos, tratando os servidores como criminosos de ficha suja? Mentindo para os servidores?

Enfim, a atual direção do Sinsej quer tratar a gestão sindical com transparência e trabalho. Nossa preocupação é conquistar junto com a categoria e sabemos que isso só virá através de muita luta. Por isso seguimos com um único objetivo: a construção da luta da classe trabalhadora. Sabemos que essa luta é cotidiana, nos nossos locais de trabalho e na rua se preciso, mas sempre com o apoio irrestrito do sindicato. Esta gestão sabe da sua condição de transitoriedade, mas quer deixar uma marca de mudança em nossa categoria, um espírito de luta, da força que nossa categoria tem quando se une. Temos a compreensão de que sindicato não se faz detrás de uma mesa, com papéis e acordos a portas fechadas, mas sim na rua, ao lado da categoria, discutindo, informando e dando todo o apoio necessário a nossa categoria. Reiteramos nosso compromisso maior, não temos aspirações pessoais ou financeiras na direção sindical. Somos trabalhadores, ainda somos nossa categoria e sabemos o quanto ela aposta em nós como diretoria, afinal, SINDICATO É DOS TRABALHADORES!

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