O bom exemplo dos servidores de Florianópolis

Por Ulrich Beathalter

Essa semana os servidores públicos municipais de Florianópolis fizeram um dia de greve. O objetivo foi pressionar o governo municipal a enviar projetos para a Câmara, que tratam do Plano de Carreira e da hora-atividade.

Há anos observamos e acompanhamos o movimento dos servidores da Capital. Percebemos que em matéria de organização e de conquistas, aquela categoria está muito à frente da nossa. Isso não é por acaso.

Desde muito tempo, os servidores municipais de Florianópolis aprenderam que nenhum direito vem de graça. Quando mais organizada e combativa a categoria for, mais facilmente se defende os direitos históricos e mais se ampliam as conquistas para todos.

Há muitos anos, o Conselho de Representantes por local de trabalho é uma realidade. Ele funciona e desempenha um papel fundamental nos rumos de todo o sindicato. Representantes ativos debatem com a direção do sindicato e ajudam na tomada das decisões mais importantes para a categoria.

Não é à toa que em Florianópolis a jornada de trabalho estabelecida em Estatuto é de 30 horas semanais. O servidor que trabalha em regime de dedicação exclusiva recebe adicional de 25%. O vale-alimentação é de mais de R$ 400,00. O Magistério têm férias regulamentadas de 65 dias por ano. As Unidades Escolares têm eleições diretas para seus diretores.

Essas e muitas outras conquistas são resultado de muitos anos de organização madura e de luta incansável. Foram inúmeras greves realizadas por aqueles servidores. Hoje, em Florianópolis, todo servidor público sabe que a melhoria de suas condições de vida e de trabalho passa pela organização do seu sindicato e cada um tem uma responsabilidade grande sobre isso.

É isso que precisamos para Joinville, Garuva e Itapoá. Precisamos ampliar e consolidar nosso Conselho de Representantes. Precisamos consolidar uma direção madura, forte, responsável e comprometida com a defesa incondicional das reivindicações da categoria. Precisamos entender que todos somos trabalhadores, que os problemas que nos afligem são comuns a milhões de outros trabalhadores do mundo todo e que, portanto, a solução para muitos dos nossos problemas passa pela solução da angústia do conjunto da classe trabalhadora. Mas, sobretudo, precisamos compreender o papel e a responsabilidade de cada indivíduo nesse processo.

Nossa indignação não pode ser uma mosca sem asas, que não ultrapassa as janelas de nossas casas ou locais de trabalho. Nossa indignação precisa se transformar em organização inteligente, em determinação de lutar para transformar a realidade.

Que o bom exemplo dos companheiros de Florianópolis nos inspire a ampliar nossas conquistas. Conto com cada um dos servidores de Joinville, de Garuva e de Itapoá.

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