Resposta ao comentário de Osny Martins*

Na manhã de hoje (3/6), o radialista Osny Martins fez acusações errôneas e maldosas ao Sinsej, em seu programa Breakfast, na Rádio Joven Pan. Ele afirmou que “tão ativo sindicato dos servidores se calou homericamente de protestar pelos três meses de não depósito da previdência dos servidores pela antiga administração” (sic). Além disso, concordou com o comentarista de seu programa que a greve dos servidores municipais “não adiantou para nada” e disse que os trabalhadores foram usados como “massa de manobra”.

O Sinsej lembra ao citado radialista que nos dois parcelamentos da parte patronal da contribuição sindical dos servidores de Joinville, que ocorreram em 2011 e 2013, o Sinsej combateu veementemente a medida. O primeiro, foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) no dia 29 de dezembro de 2011 – em sessão extraordinária em meio ao recesso da categoria. Já o “não depósito” ao qual Osny se refere resultou em um novo parcelamento votado pela CVJ em 23 de janeiro de 2013. Este atraso só foi informado aos conselheiros em reunião no dia 17 de dezembro de 2012, quando já se acumulavam três meses.

Na ocasião, a presidência do Instituto informou que havia enviado correspondência à Prefeitura cobrando o débito. A decisão de aceitar o parcelamento foi colocada em pauta e aprovada na reunião seguinte, que aconteceu em 14 de janeiro de 2013. Em ambos os casos, o representante do Sinsej no Conselho votou contra, o sindicato foi à CVJ lutar contra a medida e denunciou a situação, por meio da imprensa e dos meios de comunicação do sindicato.

Desta forma, insinuar que o Sinsej calou-se no intuito de proteger o antigo governo é no mínimo maldoso. Tal atitude desconsidera a história de mobilizações desta entidade, que organizou greves em defesa dos servidores de Joinville tanto no governo atual quanto no anterior.

A respeito do comentário de que a greve “não adiantou para nada”, o sindicato lembra ao radialista que no início da Campanha Salarial 2013 havia uma proposta de apenas 4% de reajuste (bem abaixo da inflação), bem como nenhum posicionamento sobre o vale-alimentação. Ao fim da greve, obteve-se um reajuste de 7,25% dividido em três vezes e um abono em janeiro, que irá repor a perda causada por este parcelamento. Além disso, conquistou-se um reajuste de 20% no vale-alimentação e a ampliação do número de trabalhadores que recebem este benefício. Houve ainda outras conquistas, como pagamento de um dia em dobro para quem cumpre sete dias consecutivos de trabalho, regulamentação para o atraso de concessão de férias, regulamentação de lotações e transferências, extensão de algumas gratificações, entre outras.

Quanto à acusação de que os trabalhadores foram usados como “massa de manobra”, o Sinsej informa que, ao contrário do que acontece na maior parte dos sindicatos da região, os servidores de Joinville participam ativa e conscientemente de todas as decisões da categoria. A entrada, o decorrer e a saída da greve foram debatidos e votados democraticamente pelos trabalhadores. A afirmação em questão é, no mínimo, uma afronta à inteligência dos servidores.

Ao atacar abertamente o sindicato esta manhã, Osny colocou em xeque ainda sua prática profissional, visto que o jornalismo faz-se de fatos, não de opiniões sem fundamento. Resta a pergunta: a quem serve atacar a idoneidade de entidades como o Sinsej?

Diante disso, o Sindicato dos Servidores Públicos dos Municípios de Joinville, Garuva e Itapoá exige a imediata retratação do radialista Osny Martins, em seu programa de rádio e página na internet.

*Resposta enviada ao radialista no dia de hoje (3/6).

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