Sobre a mensalidade do sindicato

Por Ulrich Beathalter*

Definitivamente, o Sinsej não é mais o mesmo. Há quatro anos, o sindicato pouco precisava de seus associados. O Imposto Sindical, aliado às receitas provenientes de uma enorme carteira de empréstimos (o sindicato administrava mais de R$ 20 milhões em crédito consignado), permitiam que as despesas fossem pagas, em grande parte, independente da mensalidade dos servidores.

As coisas mudaram. O sindicato cresceu. Os empréstimos financeiros não são mais feitos pelo sindicato, o que retirou as comissões que o Sinsej recebia. O Imposto Sindical passou a ser devolvido. Ao mesmo tempo, hoje se produz muito mais material de divulgação que antes. Nossa imprensa trabalha a todo vapor, produzindo informação e conteúdo para todas as unidades de trabalho.

Além disso, apostamos firmemente na mobilização da categoria para avançar na melhoria da qualidade de vida e de trabalho para todos. Isso requer investimento. Todos viram o quanto custa uma greve, por exemplo.

Para fazer frente a essa nova situação, foi preciso repensar a estrutura financeira do Sinsej. Está na cara que hoje nosso sindicato depende muito mais de seus filiados que no passado. E é assim que deve ser. Sindicato sério deve ser financiado de forma voluntária pela sua categoria.

Para aumentar a receita poderia ser aplicado um reajuste linear na mensalidade do sindicato. Mas isso seria justo? É justo que um servidor que receba R$ 900 pague o mesmo que outro que receba R$ 5 mil? Como equalizar isso? Quanto representa a mensalidade no vencimento de cada associado?

Olhando ao redor, percebe-se que os sindicatos sérios, que não se utilizam de Imposto Sindical ou de taxas negociais impostas aos trabalhadores, praticam mensalidade percentual, ou seja, cada associado paga proporcional ao seu salário. O Sinte (trabalhadores em educação da rede estadual) cobra 1% de todos os filiados, por exemplo. O Sintrasem (servidores municipais de Florianópolis) cobra 1,5% de seus filiados.

Assim, a última assembleia discutiu a questão e fez a opção de alterar a forma de cobrança de nossa mensalidade, que passa a ser de 1% do vencimento do servidor. Na prática, alguns servidores tiveram aumento do valor de contribuição, outros tiveram até redução no valor da mensalidade.

Entendemos que, para quem teve aumento do valor, o fato causa descontentamento. E a esses companheiros pedimos compreensão. Todos conhecem o sindicato e sua direção. Não existe sacanagem ou más intenções. Existe uma medida para resolver de vez a questão do financiamento de nosso sindicato. Queremos que o sindicato seja cada vez mais sério, combativo e comprometido com os trabalhadores que representa. Estamos à disposição para discutir esta e qualquer questão durante as visitas que os diretores realizam nos locais de trabalho ou no próprio sindicato, a quem deseja nos fazer uma visita.

Ressaltamos o fato de que só resolveremos nossos problemas se permanecermos unidos, organizados e dispostos a lutar por nossas reivindicações. Fragilizar o sindicato só interessa ao governo. Procure um dos diretores do Sinsej. Tire suas dúvidas. Exponha seus argumentos. Fale. Ouça. Reflita. Juntos buscaremos solução para os problemas gerais da categoria.

*Presidente do Sinsej

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