Servidores que trabalham no recesso estão em ESTADO DE GREVE

Servidores pedem ainda melhores condições de trabalho | Foto: Francine Hellmann
Servidores pedem ainda melhores condições de trabalho | Foto: Francine Hellmann

Os servidores municipais de Joinville que estão convocados a trabalhar durante o recesso de fim de ano deflagraram ontem (9/11) estado de greve. O grupo reúne profissionais dos pronto atendimentos (PAs), Hospital Municipal São José, museus, entre outros setores da Prefeitura. Eles reivindicam o pagamento de adicional pelo cumprimento de jornada entre os dias 16 de dezembro deste ano e 1º de janeiro de 2018. Neste período, todo o restante da categoria são dispensados. O assunto será levado ao governo e os servidores voltam a se reunir em assembleia no dia 5 de dezembro, às 19h30, no sindicato.

Na assembleia realizada ontem no Sinsej, os servidores relataram ainda a urgência na melhoria das condições de trabalho. Nos PAs e no São José faltam profissionais, medicamentos, materiais de limpeza e desinfecção, álcool, ataduras, gaze, entre outras coisas. Um servidor do PA Leste presente ontem relatou que muitas cadeiras de observação estão estragadas e que acidentes graves podem ocorrer a qualquer momento, com a responsabilização dos servidores. O fechamento do PA Sul também tem sobrecarregado as unidades Leste e Norte. Equipes de trabalho têm sido removidas de um pronto atendimento a outro, durante o horário de trabalho e sem aviso prévio.

Em setores como os museus, que permanecem abertos no fim do ano, escalas de trabalho que sempre foram praticadas, permitindo que os servidores se organizassem para que todos pudessem folgar alguns dias, foram alteradas arbitrariamente pela secretaria. Desde o ano passado, sobretudo os monitores têm trabalhado ininterruptamente sem nenhuma compensação financeira.

Durante muitos anos, os servidores que precisavam cumprir jornada neste período devido à especificidade de sua função eram remunerados por meio de hora extra ou abono. No entanto, há dois anos o governo Udo apenas cortou este direito. Os trabalhadores exigem a regulamentação da recompensa financeira pelo trabalho durante um período em que todo o restante da categoria pode gozar das festas de fim de ano ao lado de suas famílias.

Atualização do texto

Em 22 de novembro o prefeito Udo Döhler recebeu os diretores do Sinsej para tratar de várias situações que afligem a categoria. A respeito da remuneração extra do recesso, ele não deu nenhuma resposta, apenas se comprometeu em receber o sindicato antes da próxima assembleia que reunirá os trabalhadores afetados.

Texto atualizado em 27/11/2017, às 10h33

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