Prefeitura de Joinville quer terceirizar cargo de cozinheiras

A Prefeitura está batalhando na Justiça para terceirizar totalmente o trabalho nas cozinhas da rede. O empecilho está em uma empresa privada que questiona o processo licitatório, mas o governo está decidido.

O cargo de cozinheira (merendeira) está extinto desde 2013, sob iniciativa do governo Udo. A reversão desta decisão é a pauta mais importante deste setor, porque dela depende a resolução de todas as demais demandas.

Dentre as quase 300 cozinheiras do quadro da Prefeitura, há um contingente expressivo de servidoras que adoeceram no exercício da função. Muitas cozinhas contam com profissionais remanejadas. A falta de realização de concurso é o fator que acarreta maior desgaste para essas servidoras, que com equipes reduzidas têm que preparar três refeições diárias para centenas de crianças, com uma jornada exaustiva e em ambientes, na maioria das vezes, pouco ventilados.

O que acontece hoje com as cozinheiras pode se alastrar rapidamente por todos os setores. Com a aprovação da terceirização sem limites de Temer, cai por terra o direito garantido pelo artigo 37, II, da Constituição, que diz que os serviços públicos devem ser prestados por pessoas concursadas. Além disso, Döhler já deixou claro sua opção política de direcionar recursos públicos para empresas privadas, o que neste caso chegará a quase R$ 10 milhões.

Apenas a mobilização e união da categoria poderá reverter a extinção das cozinheiras e de todos os demais cargos. Para o Sinsej, é preciso defender o serviço público, gratuito e para todos, negando todo tipo de terceirização.

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