Terceirização não é a solução

Desde o dia 14 deste mês, o Sinsej publicou outdoors em três pontos no município de Joinville com mensagem em defesa do serviço público e contra a terceirização do Abrigo Infanto Juvenil e da casa Viva Rosa, abrigos que acolhem mulheres, crianças e adolescente em situação de violência e vulnerabilidade. As publicações têm objetivo de dialogar com a população sobre a importância das políticas e investimentos nos serviços à população.

Luta garantiu vitória

A luta coletiva do Sinsej junto ao Centro dos Direitos Humanos, ao movimento sindical e social conseguiu barrar a terceirização da Casa Viva Rosa, considerada uma grande vitória, no entanto o Abrigo Infanto Juvenil foi fechado e as crianças e os servidores realocados. A decisão unilateral da Prefeitura e sem diálogo e sem transparência alguma transferiu dez crianças para uma Casa-Lar da Adripros, organização social que por má administração já fechou outros espaços públicos que administrou. Outras quatro voltaram para suas famílias e uma foi para um lar adotivo.

Para o psicólogo Gean Carlos Ramos, que trabalhava no Abrigo, há muitas questões que precisam ser revistas nesse processo de transição para a garantia de direitos para as crianças. Essa construção precisa ser conjunta, com diálogo, transparência: “o que se demonstrou foi que essa gestão que está aí não tem essa disponibilidade de dialogar”. Todas as reuniões e audiências foram reivindicadas e nunca houve muita clareza sobre as datas e o processo. Ele fala que até o dia 16, mesmo após o fechamento,” não havia chegado documento, ofício, memorando, nem nada assinado por alguém da gerência, por alguém responsável pela administração pública. Isso nunca foi colocado no SEI, nenhum documento desses. Nenhum dos Conselhos de direitos assinou um documento desses”.

O Sinsej aguarda ainda parecer do Ministério Público quanto ao pedido de abertura de inquérito civil sobre o fechamento do Abrigo.

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