Prefeitura de Joinville quer burlar hora-atividade dos professores por falta de profissionais

A falta de profissionais no magistério de Joinville tem prejudicado o cumprimento de 1/3 da hora-atividade na educação, assim como na qualidade do ensino. Conforme denúncia recebida pelo Sinsej, professores têm sido orientados pela Prefeitura a contabilizar os dias iniciais do ano letivo (2,3 e 4 de fevereiro) nos quais não havia alunos em aula como hora-atividade.

A hora-atividade é direito garantido pela Lei Nacional do Piso (Lei nº 11738/2008) como também e pelo Estatuto dos servidores públicos municipais de Joinville e permite que o professor use 1/3 da sua jornada para planejar e corrigir trabalhos dos alunos, realizar reuniões pedagógicas e com familiares, investir na formação continuada, dentre outros trabalhos, sem interação direta dos estudantes em sala de aula.

O fato é que o governo Adriano (Novo) quer suprir a falta de profissionais mantendo os professores em sala de aula o tempo todo, sem dar a eles o direito a usufruir da melhor maneira o seu tempo de trabalho.

A direção do Sinsej exige e vem lutando pela realização de concurso público para o quadro geral e do magistério para que o serviço público seja de qualidade, respeitando os direitos da população e dos servidores. Os professores que tiveram seu direito prejudicado devem entrar em contato a partir do site, no link denúncia, ou diretamente no Sindicato.

One thought on “Prefeitura de Joinville quer burlar hora-atividade dos professores por falta de profissionais

  • 16 de fevereiro de 2022 em 12:55
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    A política bolsonarista adotada pela Prefeitura de Joinville vê a educação como um gasto,não como um investimento,infelizmente! Os fatos e as realidades comprovam a situação!
    Existe 3 perguntas que não querem se calar?
    1)O retroativo do reajuste salarial de 2021?
    2)O rateio das sobras do Fundeb?
    3)A implantação do piso do magistério segundo lei federal em 2022?
    Cabe a prefeitura, responder para o servidor,não com vídeos ou narrativas,mas com documentos?
    O Sinsej, em minha humilde opinião deve acionar o MPF para cobrar da Prefeitura essas respostas.

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