Prefeitura quer cortar adicional de periculosidade de servidores que combatem a dengue

A cidade de Joinville vive uma epidemia de dengue e a situação corre sério risco de piorar. A prefeitura está prestes a cortar o adicional de risco de periculosidade para servidores e contratados que utilizam motos para o seu trabalho. É o caso de funcionários do Detrans, Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate à Endemias (ACE), que fazem o controle do mosquito da dengue.

Os ACE’s têm papel fundamental no combate a à dengue. São eles que fazem o trabalho de contenção à criadouros do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença. Os profissionais cruzam a cidade para coletar amostras em todas as 1324 armadilhas espalhadas por todas as regiões de Joinville. O uso da moto é fundamental para que este trabalho seja feito de forma ágil, uma vez que um ACE chega a andar 134 km em apenas um dia. Além da coleta das larvas, é preciso fazer os monitoramentos necessários, já que se uma armadilha ficar mais de sete dias sem ser visitada, ela pode se tornar um criadouro. Fora isso, ainda há necessidade de monitorar pontos estratégicos que o mosquito pode usar para procriação.

No momento em que Joinville chega a 24 mortes por dengue, o trabalho dos ACE’s se torna cada vez mais fundamental. A categoria já está sobrecarregada visto que seriam necessários cerca de 300 profissionais para dar conta da demanda do município, porém, a cidade só tem cerca de 50 atuando na área. Retirar o adicional de periculosidade praticamente inviabilizaria a utilização das motos por parte dos trabalhadores. Além da dengue, o combate ao Aedes Aegypti também visa evitar casos de zika vírus e chikungunya, que já estão surgindo em massa no Paraná.

Após conversar com os trabalhadores, o sindicato protocolou um ofício junto à Secretaria de Gestão de Pessoas pedindo que a prefeitura mantenha o adicional de periculosidade. Na próxima terça-feira (27), a direção do Sinsej tem uma reunião marcada com a secretária da pasta e cobrará uma devolutiva para os trabalhadores.

One thought on “Prefeitura quer cortar adicional de periculosidade de servidores que combatem a dengue

  • 23 de junho de 2023 em 12:49
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    O descaso em relação a saúde e a educação em Joinville é gritante, infelizmente.
    Isso se reflete na falta de médicos e medicamentos em postos de saúde e na falta de professores em escolas.
    Como disse um amigo meu: para o festival de dança tem dinheiro; mas para as prioridades da população não existe verba.
    Ele continuou: Este é o preço que se paga pela alienação política do eleitor e falta de senso critico construtivo.
    Eu disse: concordo com você e acrescento que a alienação politica da realidade, o comodismo e o analfabetismo político pode ser o fim de uma sociedade civilizada, infelizmente!

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