Novo valor do auxílio-alimentação é creditado e reforça importância da mobilização da categoria
O novo valor do auxílio-alimentação (R$ 550) foi creditado hoje (17/04) para todos os servidores municipais, exceto para aqueles que aderiram à paralisação do dia 27/2, que receberam o valor reduzido em R$ 30, como forma de punição por participarem do movimento em defesa da valorização da categoria.
Essa pequena valorização no vale-alimentação, embora ainda muito abaixo do que a categoria reivindica, já é a segunda em menos de um ano — período em que o Sinsej passou a ser dirigido por membros da OCI (Organização Comunista Internacionalista) e retomou métodos históricos de luta dos trabalhadores, com assembleias amplamente divulgadas e mobilizações. Sem isso, é razoável afirmar que as perdas seriam maiores e o valor do vale permaneceria estagnado em patamares ainda mais baixos (R$ 472,27).
É aos servidores que se movimentaram durante toda a Campanha Salarial e decidiram em assembleia pela paralisação do dia 27 de fevereiro que se deve creditar esse ganho e a reabertura das negociações de uma campanha salarial que já havia sido considerada encerrada pela Prefeitura. Isso demonstra que a categoria tem disposição para enfrentar o arrocho e lutar por valorização, mesmo diante das ameaças — que se concretizaram — de aplicação de falta injustificada e desconto do dia, inclusive com reflexos no vale-alimentação creditado neste mês. Trata-se de uma medida de caráter punitivo, bem conhecida pela categoria, utilizada pelo governo Adriano Silva (Novo) na tentativa de amedrontar os servidores e afastá-los da luta coletiva.
Vale sempre lembrar que o auxílio-alimentação foi conquistado pelos servidores municipais por meio de greves e intensa mobilização da categoria. Após anos denunciando seu baixo valor, o benefício ainda permanece distante de suprir as necessidades reais dos trabalhadores. Caso precisasse almoçar diariamente fora de casa, qualquer servidor desembolsaria atualmente cerca de R$ 830 por mês, segundo levantamento do Dieese, o que evidencia a defasagem do benefício pago pela Prefeitura de Joinville frente ao custo de vida.
É estarrecedor ver como sucessivas ações deste governo vêm aprofundando e acelerando políticas que precarizam o serviço público, ampliam processos de privatização e dificultam qualquer solução que não se encaixe no modelo do Novo governar, desconsiderando as condições de trabalho e a qualidade dos serviços prestados à população. Entre essas medidas, destacam-se a escassez de concursos públicos, o baixo número de vagas ofertadas, a imposição de obstáculos no estágio probatório, a manutenção de salários abaixo da média nacional e o descumprimento de pisos salariais legalmente estabelecidos para diversas categorias.
Soma-se a esse cenário a permanência de práticas como assédio moral e desvio de função, fatores que contribuem diretamente para o adoecimento dos servidores e para o aumento dos pedidos de transferência e de exoneração.
Como reflexo dessa política de precarização do serviço público, há anos os salários dos servidores da Prefeitura Municipal de Joinville vêm sendo reajustados abaixo da média regional e nacional. Atualmente, 50,88% dos servidores da Prefeitura não atingem o valor mínimo calculado pelo Dieese como necessário para sustentar uma família. Ou seja, em uma das cidades com maior PIB do estado, metade dos servidores não recebe sequer o necessário para garantir condições dignas de vida.
“A gente trabalha, trabalha, mas não consegue pagar uma moradia, não consegue ter nada! Estou revoltada!”, desabafou uma professora da rede municipal de ensino, expressando o sentimento de muitos trabalhadores que sustentam os serviços públicos e enfrentam diariamente a desvalorização salarial.
O Sinsej convida todos os servidores a se organizarem junto ao sindicato. Todo ganho, mesmo que aquém do desejado, e toda pauta, mesmo quando específica de uma categoria, repercutem em todo o serviço público. Por isso, é fundamental fortalecer a unidade e ampliar a participação nas lutas em defesa dos direitos. Filie-se ao Sinsej e participe das nossas lutas:
- Seminário contra a privatização (data a confirmar);
- Campanha pela valorização da Educação Infantil e cumprimento da Lei nº 15.326/2026;
- Luta pela revisão de todas as carreiras da Prefeitura.
