Empresa que venceu sete licitações deixa trabalhadores sem salário e atrasa construção de CEI no Jardim Iririú

A Oracon Obras Ltda., construtora com sede em Joinville e contratos de mais de R$ 111 milhões com a Prefeitura para erguer sete CEIs, não pagou os salários de outubro dos trabalhadores da obra do CEI do Jardim Iririú, e a obra está parada. Cerca de cem funcionários atuam nessa unidade e na do Morro do Meio e ouvem toda semana que a situação será regularizada, mas nada acontece. A empresa já acumula histórico de atrasos salariais. O governo Novo, como sempre, alega que não tem nada a ver com o assunto, mas vem entregando a cidade à iniciativa privada e causando transtornos para a população.

O Sinsej já alertou diversas vezes e com exemplos práticos: entregar ao mercado privado o que é público dá errado, e Joinville já tem as provas. Filas de até 12 horas e setor de queimados desativado no Hospital Infantojuvenil, contrato abandonado no São José, transporte caro e ruim, e professores sem concurso nos CEIs administrados por PPP. Agora, o caso do Jardim Iririú e do Morro do Meio repete o roteiro: quando a empresa falha, o poder público aponta o dedo para ela, e quem fica sem salário, sem escola e sem resposta é o trabalhador e a comunidade. É nesse modelo que a Prefeitura quer apostar ainda mais, com a PPP da Educação: 27 unidades escolares, 16 CEIs e 11 escolas de Ensino Fundamental, num contrato de R$ 4 bilhões em 25 anos, com cerca de R$ 14,7 milhões pagos todo mês pelo município. Se um contrato de R$ 111 milhões já deixa obra parada, o que esperar de um 36 vezes maior?

O Sinsej defende que essas obras sejam públicas, executadas e geridas por servidores públicos, cujo compromisso com a cidade, e não com o lucro de um contrato. O Novo vem enriquecendo a iniciativa privada à custa da população, que paga a conta e sofre com o serviço precarizado.

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