Negligência com segurança expõe servidores a risco na subprefeitura do Paranaguamirim

O Sinsej, durante visitas aos locais de trabalho para dialogar sobre as próximas ações em defesa da categoria, deparou-se novamente com uma demanda recorrente: a ausência de condições adequadas de trabalho

Na subprefeitura do Paranaguamirim, diretores do sindicato ouviram relatos e constataram a insuficiência e inadequação de equipamentos de proteção individual (EPIs), além da precariedade do espaço destinado à refeição dos servidores.

Foram relatadas situações como o uso de calçados em avançado estado de desgaste, com baixa durabilidade (cerca de um mês), e a demora de até dois anos para reposição de uniformes (camisas, calças e sapatos). O fornecimento de protetor solar em embalagens reduzidas, insuficientes para o período entre reposições, também tem sido recorrente. Segundo os trabalhadores, a última distribuição mais completa de EPIs ocorreu há aproximadamente seis anos, limitada a apenas duas mudas de uniforme para todo o período que, somada à morosidade na reposição, explicam o estado crítico dos itens atualmente em uso.

Os servidores reconhecem a importância e obrigatoriedade do uso completo de EPIs para execução das atividades externas — incluindo uniformes com identificação e, se for o caso, com sinalização refletiva, além de calçados e luvas adequados. A ausência de qualquer desses itens configura exposição indevida a riscos ocupacionais, em desacordo com as normas de saúde e segurança do trabalho.

A omissão da Prefeitura em garantir tais condições impõe aos trabalhadores uma situação inaceitável: descumprir as normas de segurança, expondo-se a acidentes e doenças ocupacionais, ou interromper as atividades até o fornecimento dos materiais indispensáveis.

Esse cenário não é novo. Há quase uma década, o sindicato já denunciava as condições degradantes enfrentadas por coveiros, obrigados a realizar manutenção em túmulos alagados utilizando botas danificadas. Em outro episódio, diante da precariedade extrema das condições de trabalho, trabalhadores da Subprefeitura da Região Sul de Joinville paralisaram suas atividades para exigir o fornecimento de EPIs e uniformes adequados, essenciais à execução segura de suas funções.

Outra irregularidade constatada na Subprefeitura Sudoeste, no Paranaguamirim, refere-se ao espaço destinado à convivência e alimentação dos servidores, atualmente compartilhado com armazenamento de materiais de estoque e de obra. O mesmo local que abriga mesas para refeições expõe prateleiras com ferragens, resíduos de construção e até substâncias potencialmente tóxicas; pia e geladeira compartilham espaço com betoneira e áreas em obras. Trata-se de um ambiente incompatível com as normas sanitárias e de segurança, contrastando com as condições oferecidas aos espaços ocupados por cargos comissionados.

 

Antes de sair para o trecho, servidores relatam ao Sinsej a falta de condições de trabalho

A precarização das condições de trabalho revela um processo contínuo de desvalorização do serviço público, materializado na extinção de cargos, terceirização de atividades e abandono estrutural das unidades.

Os diretores do Sinsej dialogaram com o responsável pela unidade, que reconhece tanto a baixa qualidade dos materiais fornecidos quanto a morosidade na reposição dos EPIs. O sindicato encaminhará solicitação formal à Seinfra, exigindo providências imediatas.

Até que sejam garantidas condições adequadas de trabalho, o Sinsejorienta que nenhum servidor execute atividades sem os devidos EPIs ou se submeta a situações que coloquem em risco sua saúde e integridade física.

 

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