Há muito o que fazer

Hoje faz um ano que a atual gestão assumiu um dos maiores sindicatos de Santa Catarina, o Sinsej. Neste período, a reorganização da entidade foi pauta prioritária, começando pela revitalização do Conselho de Representantes e pela reconstrução de um sindicato de luta e classista.

Logo no começo, o Sinsej e os servidores foram colocados à prova. O prefeito Adriano Silva (Novo) apresentou 19 projetos que compunham a Reforma Administrativa para Joinville. Os projetos foram aprovados quase por unanimidade pelos vereadores de Joinville, e representaram enormes perdas à categoria. Mas não foi por falta de luta. Os servidores lotaram a Câmara de Vereadores nas audiências, participaram de assembleias e mobilizações e se podemos dizer que aprendemos algo, foi que o parlamento e o executivo de Joinville trabalham contra o povo e, principalmente, contra os trabalhadores públicos.

Enquanto isso, o sindicato recebia vários relatos de assédio, sobretudo atrelados à política de meritocracia e gratificações do governo municipal. Falta de materiais, abandono de escolas, privatizações, terceirizações e muita pressão continuavam a fazer o papel de precarizar o serviço público enquanto “metas” eram exigidas em contraposição às condições de trabalho. Até que os servidores, ainda receosos por anos de desmobilização, deram um basta e paralisaram suas atividades. O agora ex-prefeito Adriano Silva foi formar chapa com Jorginho, mas com uma paralisação no seu portfólio, com terceirizações falidas no seu currículo e a clareza de que ele joga contra o servidor público, no time da extrema direita.

E com toda esta luta, um ano passou. E aprendemos, juntos, que ainda há muito o que fazer. Na primeira Campanha Salarial de 2025, conseguimos duas liberações para o Conselho de Representantes. Na segunda, em 2026, conseguimos mais duas. Um enorme ganho político para a entidade sindical. Fizemos duas paralisações (UPAs e geral) dos servidores, além da mobilização das audiências públicas contra a reforma administrativa do governo Novo. Realizamos várias campanhas: “Administrativo é outro nível”, “Também somos Magistério”, e o movimento contra a privatização da Companhia Águas de Joinville com um ato público. Estabelecemos visitas permanentes aos locais de trabalho, dialogando também com os terceirizados.

Conseguimos mesas de negociação com os prefeitos graças à mobilização da categoria. O vale-alimentação foi aumentado em 75 reais acima da inflação, o que ainda é insuficiente, mas a prefeitura não queria dar nada. Obtivemos o compromisso de revisão de todas as carreiras dos servidores, e a carreira da vez é a dos administrativos. Houve aumento de filiações ao sindicato e participação em congressos de centrais sindicais, com presença da base. São ganhos políticos e materiais que ajudam a categoria a se mobilizar e oferecem um respiro no acirramento da luta de classes.

Temos, pela frente, a luta contra o repasse do São José a uma Organização Social; pelo cumprimento lei 15.326/2026; contra as privatizações, contra a situação das unidades de saúde. A luta contra o assédio, por um serviço público com condições de trabalho e que atenda às demandas da população.

A luta nos chama!

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