Falta transparência nas chamadas dos concursos públicos de Joinville
Transparência não é um favor, é direito
O Sinsej vem recebendo reclamações de candidatos que prestaram os últimos concursos para o quadro de servidores públicos da cidade.
A indignação dos candidatos é pela falta de transparência no anúncio dos candidatos chamados, onde a prefeitura praticamente esconde a ordem dos candidatos empossados no serviço público. As publicações se resumem apenas às obrigatórias por lei, no Diário Oficial do Município. Um dispositivo burocrático, que não atende as necessidades de quem vive a angústia de acompanhar o processo de chamada e posse.
Por que a prefeitura que gasta um valor cada vez maior com comunicação, com mais de 30 milhões previsto em orçamento para 2026, não tem uma postura diferente na comunicação com os futuros servidores do município?
Outra reclamação frequente ao Sinsej é que não existe um dia específico de chamada, como é comum em outras redes públicas, onde todos os candidatos que passaram no concurso possam escolher as vagas que existem de maneira transparente. Atualmente, as secretarias escolhem os locais para onde os servidores que tomam posse vão trabalhar e isso pode estar sujeito a interferências pessoais no processo.
Hoje faltam servidores em todas as regiões da cidade. Por que não apresentar um mapa atualizado das vagas disponíveis, dando opção ao servidor escolher qual a melhor unidade para trabalhar, seguindo a ordem de aprovação no concurso?
O direito à estabilidade em seu local de trabalho está ligado ao turvo processo de escolha de vagas dos servidores empossados
Uma das principais conquistas de toda classe trabalhadora na sociedade capitalista foi o direito à estabilidade dos servidores públicos. Por lidar com a coisa pública, quem trabalha para o estado não deve estar passível de demissão ou punição de suas chefias, a não ser por via de processo administrativo com direito amplo à defesa.
Em Joinville, o direito à estabilidade no emprego ainda está garantido, mas a prefeitura arquiteta sempre outras formas para a punição dos servidores que ousam se levantar contra injustiças de suas chefias.
Essa perseguição acontece porque mais da metade da categoria não tem o direito que o magistério conseguiu depois de muita luta, que é a lotação no local de trabalho.
A lotação é uma estabilidade no local de trabalho que daria a tão necessária autonomia ao servidor de poder se levantar contra assédios ou processos fraudulentos que poderiam vir acontecer dentro de alguma secretaria.
Como podemos lutar?
Não é novidade para ninguém que a forma como a gestão de Adriano e Rejane vem tratando o servidor público de Joinville é de profundo desrespeito.
Assédio moral, sobrecarga de trabalho, acúmulo de funções inclusive que extrapolam as atribuições do cargo, péssimas condições de trabalho, pedido de contribuição para compra de materiais de trabalho e a ameaça constante de entrega do patrimônio público para a privatização são as máximas vividas pelos servidores.
A garantia e a defesa dos direitos dos servidores públicos municipais de Joinville dependem da nossa mobilização coletiva. É fundamental que a categoria se filie à nossa entidade de classe, eleja seu representante por local de trabalho, organize-se coletivamente e demonstre disposição para lutar contra os desmandos da atual gestão municipal.
Em breve iniciaremos uma nova campanha salarial e as pautas “Transparência na chamada dos concursos e nas transferências”, “Transferências anuais” e “Lotação em todas as secretarias” só serão alcançadas com a categoria em unidade, mobilizada. A luta nos chama!
