A precarização do SAMU continua em Joinville
Mesmo após as várias denúncias realizadas pelo Sinsej, a precarização das condições de trabalho do SAMU só pioram. A secretaria de saúde respondeu aos diversos ofícios do sindicato com promessas de que medidas estão sendo tomadas para melhorar as condições de trabalho, mas a realidade é que nada de concreto está sendo feito.
Enquanto a Prefeitura discute a terceirização de ambulâncias e condutores, os trabalhadores seguem enfrentando problemas básicos em sua rotina de trabalho. A retirada da antiga base central do SAMU e a permanência dos profissionais em locais sem a mínima estrutura adequada comprometem as condições de trabalho, mas também a qualidade do serviço prestado à população.
Aos trabalhadores, resta conviver com condições inadequadas e insalubres para alimentação, falta de estrutura apropriada para descanso e ausência de espaços que garantam condições dignas de limpeza e higiene durante a jornada. Não é aceitável que profissionais responsáveis por atender situações de urgência e emergência sejam obrigados a trabalhar sem as condições mínimas necessárias.
O problema do SAMU não se resolve retirando sua estrutura pública ou terceirizando serviços. É preciso investir na estrutura própria, garantir condições adequadas de trabalho, garantir espaços dignos para alimentação, descanso e formação continuada.
O SAMU é um serviço essencial e deve ser tratado como prioridade. A população precisa de um atendimento público, estruturado e de qualidade, e os trabalhadores precisam de condições dignas e seguras para exercer suas funções.


