Servidores da Casa da Cultura vão à Câmara

Servidores manifestaram descontentamento. Foto: Francine Hellmann

Os servidores da Casa da Cultura deram ontem (18/8) um exemplo de organização. Acompanhados de alunos e pais, enrolaram-se em faixas de interdição e acompanharam a reunião da Comissão de Educação e Cultura da Câmara de Vereadores, da qual também participou o presidente da Fundação Cultural, Silvestre Ferreira.

Passados 16 dias da interdição na Casa da Cultura, a Fundação ainda não havia conversado com o grupo, deixando-os totalmente sem informações sobre retorno das aulas. Na reunião de ontem, Ferreira justificou o silêncio com o “desespero” em encontrar locais adequados, mas os professores manifestaram descontentamento pelo corpo técnico das escolas não ter participado da escolha desses lugares.

De acordo com Ferreira, as aulas reiniciam na primeira quinzena de setembro, em três locais: A Escola de Música Villa-Lobos e a Escola de Artes Fritz Alt irão para a Rua Dona Francisca, 364, (antigo prédio da Exatoria Estadual); o curso de teatro passará a ser ministrado no Auditório Dona Francisca, no Museu Nacional da Imigração e a Escola Municipal de Ballet funcionará na Estação da Memória.

Os manifestantes também conseguiram o compromisso do secretário de que as mensalidades do período de interrupção das aulas não precisarão ser pagas, que quem precisar desistir do curso terá sua vaga garantida em 2012 e que as obras terminarão até o final de 2011 – para que no início do próximo ano todas as escolas voltem juntas ao prédio original. Além disso, os professores exigiram ser ouvidos caso os novos locais não sejam aprovados ou haja necessidade de adequações de horários em função da distância entre os locais.

O Sinsej acompanhou os servidores na reunião. O presidente do sindicato, Ulrich Beathalter informou que, em reunião com o sindicato no dia 10 de agosto, Ferreira garantiu que as aulas não dadas em função da interdição serão abonadas, que não haverá descontos de greve em setembro e que a reposição de horas da paralisação poderá ser feita após a retomada dos trabalhos. Beathalter também ressaltou que é preciso levar em consideração o comprometimento que os profissionais da Casa da Cultura têm pela escola, ampliar o canal de diálogo e contar com a ajuda deles para minimizar os problemas.

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