Trabalhadores dos PAs enfrentam problemas

Os trabalhadores do Pronto Atendimento (PA) Sul estão enfrentando vários problemas devido às péssimas condições de trabalho. A denúncia partiu dos próprios trabalhadores, que procuraram o Sinsej para encontrar uma solução. Um ofício com as reclamações foi enviado para a Gerência de Unidade dos Serviços de Referência, mas a resposta do órgão foi considerada evasiva pelo sindicato.

As queixas envolvem falta de segurança, dificuldades na utilização do Protocolo de Manchester – sistema para atendimento por meio da classificação de risco do paciente –, aumento da carga de trabalho e acúmulo de funções. Os trabalhadores relatam que já houve agressões e são comuns ameaças à integridade física.

O PA Norte também convive com um cenário de crise, conforme relataram os servidores em reunião realizada em 24 de abril. Eles revelaram que os plantões clínicos são constantemente fechados, o que está resultando em remanejamentos para outras unidades no meio das jornadas. O Sinsej assinala que as condições precárias de trabalho são um ponto em comum com os desafios enfrentados no PA Sul.

Respostas genéricas

Essas situações resultam em um alto nível de estresse que, de acordo com o sindicato, tem ocasionado adoecimentos e afastamentos. O ofício assinado pela Gerente de Unidade dos Serviços de Referência, Jusmara Maciel da Hora, afirma que se espera superar os problemas de forma gradativa. Sobre a questão da segurança, o documento declara que “as situações críticas são direcionadas ao setor competente da prefeitura”.

A resposta não aponta uma solução clara na opinião do diretor do Sinsej Tarcísio Tomazoni. Ele diz que a reclamação da insegurança existe justamente porque os procedimentos têm falhado. “Os problemas que mostramos precisam de um plano de enfrentamento específico. Mas a resposta da gerência contém apenas generalidades”, constata Tomazoni. O ofício do Sinsej cobra que a Prefeitura de Joinville tome as providências de forma urgente, mas Tarcísio acredita na mobilização da categoria para decidir a questão e pressionar a administração.

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