Mobilização por condições dignas na Educação

Educação resiste por mobilização dos trabalhadores e da comunidade I Foto: Aline Seitenfus
Educação resiste por mobilização dos trabalhadores e da comunidade I Foto: Aline Seitenfus

Pais e professores da Escola Municipal Vereador Arinor Vogelsanger farão um ato público na segunda-feira (9/2), às 13h30, por melhorias na estrutura da unidade. O prédio foi inaugurado há quatro anos, mas não possui aparelhos de ar-condicionado e muitos ventiladores estão danificados. Também não tem quadra de esportes.

O prefeito Udo Döhler afirmou, em sua página no Facebook, que “a climatização das salas é uma realidade”, informação que foi divulgada também à imprensa. Estas declarações geraram revolta entre pais e servidores. Isso porque em diversas escolas os aparelhos ainda não foram instalados e, em outras, a própria comunidade escolar encarregou-se do serviço.

Organização dos trabalhadores na Zona Sul

Na Escola Básica Plácido Xavier Vieira, no bairro Floresta, também foi a organização dos professores e da comunidade, com o apoio do Sinsej, que restabeleceu mínimas condições de estrutura para que os alunos pudessem estudar. Lá, as aulas começaram na manhã de hoje, um dia atrasadas.

Esta unidade era propriedade do governo do Estado, mas foi municipalizada com a estrutura precária. Esta semana, quando as aulas deveriam recomeçar, a Prefeitura ainda não tinha concluído a reforma. Diante disso, os trabalhadores se organizaram para cobrar a aceleração das obras e recusaram-se a receber os estudantes até que uma série de problemas fossem resolvidos.

Na tarde de ontem (5/2), os diretores do Sinsej visitaram a escola com os professores e conferiram as salas que precisavam de instalação de ventiladores, cortinas e lâmpadas. No fim do dia, a empreiteira ainda não havia terminado as obras e os trabalhadores decidiram que continuariam sem dar aulas no dia seguinte. Durante a noite, a comunidade se mobilizou e fez alguns reparos necessários.

Propaganda enganosa

O presidente do Sinsej, afirma que a propaganda da Prefeitura sobre a educação não representa a realidade das escolas do município. “O Plácido só está funcionando em condições razoáveis devido à mobilização dos pais e professores”, ressaltou.

Ainda na Zona Sul, as obras de reforma na Escola Municipal Professor Orestes Guimarães, no Boehmerwaldt, não terminaram a tempo e as aulas ocorrem em meio às obras.

Omissão do governo

Para o Sinsej, o atraso nas reformas é irresponsabilidade do município, bem como ter aceito quando o Estado abriu mão da gestão do Plácido Xavier Vieira após um longo período de abandono. Permitir que a comunidade arque com custos de reformas, por sua vez, é ainda mais inaceitável. Pais e professores devem lutar para que os governos municipal e estadual cumpram sua obrigação, garantindo uma educação pública, gratuita e de qualidade.

Texto corrigido em 9/2, às 8h57

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

15 + dezesseis =