Nono dia de greve no São José

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Greve teve início no dia 13 de julho I Foto: Aline Seitenfus

Hoje (21/7) a greve dos servidores do Hospital São José chega ao 9º dia e o prefeito Udo Döhler ainda não agendou negociação com o Sinsej. Os trabalhadores paralisaram após o anúncio de que seriam cortados adicionais de insalubridade e periculosidade de pelo pelos 150 funcionários. Além disso, o governo vinha se negando a fornecer uniformes e não aceitava negociar outras reivindicações, como a extensão da gratificação de alta complexidade a todos os servidores do hospital e  o pagamento da insalubridade aos setores que atendem pacientes com doenças infectocontagiosas em isolamento.

Neste momento há 93 leitos vagos em decorrência da greve, o Ambulatório de Oncologia está fechado, as cirurgias eletivas foram desmarcadas e os dois Centro Cirúrgicos trabalham apenas com emergências. O primeiro andar do Hospital está completamente fechado e novos agendamentos não estão sendo realizados.

A situação já impacta o atendimento no Hospital Regional, servidores dos Pronto Atendimentos e até mesmo o Corpo de Bombeiros estão sendo chamado para atender dentro do São José. “Essa é uma irresponsabilidade sem tamanho com a Saúde”, ressalta o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter. “Colocar dentro do São José profissionais sem o preparo e sem experiência necessários para a alta complexidade do local é brincar com o bom senso da população”.

Na última semana, foi anunciado o pedido de demissão da ex-secretária de Saúde, Larissa Brandão, e o afastamento do diretor do São José, Carlos Alexandre da Silva. No entanto, o prefeito continua sem se manifestar. O desejo dos trabalhadores do Hospital é retornar imediatamente às atividades, para atender a comunidade. No entanto, para isso, é necessário que o governo negocie e atenda às reivindicações.

Ato no Festival de Dança

Os servidores do São José irão realizar um ato de repúdio aos ataques do governo durante a abertura do Festival de Dança 2015. O Sinsej convida todos os joinvilenses para participarem. A concentração será a partir das 18 horas, em frente ao Centreventos Cau Hansen.

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