Servidores do São José retomam atendimento

Cabe ao prefeito sancionar o projeto e manter o atendimento à população I Foto: Francine Hellmann
Cabe ao prefeito sancionar o projeto e manter o atendimento à população I Foto: Francine Hellmann

Os servidores do Hospital Municipal São José decidiram nesta terça-feira (18/8) suspender a greve iniciada em 13 de julho. Eles aguardarão a sanção ou veto de Udo Döhler ao projeto sobre os dias da greve, aprovado hoje pela Câmara de Vereadores. Caso a decisão do prefeito seja negativa, a paralisação deve ser retomada. “Os servidores restabelecem agora o atendimento à população, cabe à Prefeitura mantê-lo”, declarou o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter.

O projeto de lei complementar 41/2015, aprovado hoje por unanimidade no Legislativo, inicialmente previa a modificação da forma de pagamento de insalubridade para os funcionários do município, entre outras questões. No entanto, uma emenda supressiva transformou-a em um dispositivo para garantir o abono de 50% dos dias da greve e a possibilidade de reposição do restante do período até fevereiro de 2016.

Quanto ao corte de insalubridade de servidores do Hospital, que motivou a greve, o prefeito formalizou a garantia de que abrirá um prazo indeterminado para que o sindicato analise e conteste o laudo ambiental.

De acordo com a equipe técnica da Câmara de Vereadores, o projeto aprovado será enviado à Prefeitura até a próxima quinta-feira. Depois disso, Udo tem até 15 dias para decidir se irá sancionar ou vetar a proposta. Até o momento, o prefeito sustenta a intenção de impor um desconto de salário de 50% do período da greve e a reposição do restante dos dias.

Para o Sinsej, a greve foi um movimento de resistência a partir do anúncio do corte de direitos e se estendeu por 37 dias pela intransigência da Prefeitura. “Cortar salários seria injustiça e uma clara tentativa de coibir o direito de greve dos trabalhadores”, ressaltou Ulrich. “O sindicato, os servidores e a população esperam que o prefeito haja com bom senso, permitindo que os servidores retomem definitivamente a normalidade do atendimento à comunidade”, conclui.

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