Vitória da Unidade, Organização e Luta no Sinsej

Apuração ocorreu no final da noite, no Sinsej I Foto: Francine Hellmann
Apuração ocorreu no final da noite, no Sinsej I Foto: Francine Hellmann

Nos dias 25 e 26 de fevereiro, os servidores de Joinville, Garuva e Itapoá escolheram a próxima gestão do Sinsej, que dirigirá a entidade de 2016 a 2019. A Chapa 1 – Unidade, Organização e Luta foi eleita por 2.247 servidores, o que representa 66% dos votos válidos. A Chapa 2 – Giro Sindical, fez 1.084 votos, o que significa 32%.  Ao todo, 3.409 trabalhadores sindicalizados depositaram sua opção nas urnas.

Esta foi uma demonstração clara da linha política pela qual os servidores optam para o seu sindicato. Em um momento de fortes ataques dos governos e patrões aos trabalhadores, o programa escolhido para o Sinsej é de combate, de quem não aceita pagar pela crise criada pelos ricos do mundo.  Joinville, Garuva e Itapoá já estão em campanha salarial. De todas as prefeituras já ressoam negativas às pautas. A atual e a próxima gestão do Sinsej convidam os trabalhadores a se organizar, engajando-se nas mobilizações, entrando em greve, se necessário for.

Ataques aos trabalhadores

Em Joinville, Udo Döhler tem cortado direitos dos servidores de carreira sem demitir nem ao menos um cargo comissionado ou mexer em um privilégio de seus cabos eleitorais. Congelou a licença-prêmio e não recompensou quem trabalhou durante o recesso. Em todas as unidades de saúde, incluindo o Hospital São José, faltam medicamentos, agentes comunitários de saúde estão sem protetor solar e repelente, servidores de obras não recebem uniformes. Com a inflação chegando a 12%, Döhler declarou pela imprensa que o reajuste será zero.

Em Garuva, o prefeito ignora a organização sindical dos servidores. É preciso fazê-lo ouvir os trabalhadores com luta. Em Itapoá, a reformulação do Plano de Carreira, prometido ano passado, ainda não foi enviada à Câmara de Vereadores. É preciso cobrar.

No Brasil, a crise segue se aprofundando. Cresce o desemprego e a inflação. Comprometido com o pagamento da dívida interna e externa, o governo Dilma corta R$ 30 bilhões do orçamento de 2016. É previsível que esses valores sairão da saúde, educação, moradia… Ao mesmo tempo, o governo prepara uma nova reforma da Previdência para instituir a idade mínima de 65 anos para aposentadoria, fim da diferenciação de idade de aposentadoria de homens e mulheres, entre outras questões.

Estes são grandes ataques à classe trabalhadora. Os servidores da base do Sinsej também sabem que é preciso unidade com outras categorias para enfrentá-los. Sem se furtar de denunciar que existem muitos problemas na direção da CUT, a chapa vencedora nas eleições defende a importância de permanência e fortalecimento da central. Com o resultado da eleição, a categoria aprova esse posicionamento.

A Chapa 1, composta pela atual direção do Sinsej e por novos companheiros, agradece todos os votos e dedica essa vitória ao camarada Francisco Lessa, advogado do Sinsej, que há exato um ano partiu prematuramente, deixando um vácuo na luta em defesa dos trabalhadores.

Continuaremos unidos, organizados e lutando pela melhoria das condições de vida de cada trabalhador, pela construção de uma nova sociedade, socialista.

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