Nota sobre à Câmara de Vereadores de Joinville

Conforme deliberado em assembleia na manhã de hoje (16/6), os servidores municipais em greve foram à Câmara de Vereadores nessa tarde pressionar para que os parlamentares cumprissem com a palavra empenhada e mantivessem a pauta da Casa trancada.

Desde o início da sessão ficou claro aos presentes a intenção da maioria dos vereadores de retirarem-se do conflito e desmobilizarem a categoria, por meio de ataques à entidade sindical. Pela primeira vez desde que os servidores procuraram o Legislativo no início da greve, a palavra não foi concedida ao Sinsej e a vereadora Tânia Eberhardt (PMDB) proferiu uma longa explanação de ataque ao movimento. Os servidores ouviram em silêncio, de forma pacífica, como ocorreu nos 39 dias de paralisação até aqui.

Porém, a vereadora foi além, e afirmou que colocaria em votação ali mesmo se os servidores aceitavam o projeto. Tal proposta configura-se como uma afronta à democracia e à organização sindical, pois os servidores não se encontravam em regime de assembleia. Além disso, nenhum vereador tem poder de se sobrepor ao sindicato, eleito pela categoria.

Logo em seguida, utilizando-se das manifestações contrárias dos presentes, o presidente em exercício, Osmary Fritz (PMDB), encerrou a sessão, responsabilizando a direção sindical.

Após o término, a Câmara de Vereadores divulgou nota afirmando que os parlamentares já estariam reunidos com o prefeito Carlito Merss para garantir os salários dos servidores que voltassem ao trabalho na segunda-feira. A medida é uma prova da intenção de dividir o movimento.

O sindicato reitera que tem empregado todos os esforços para estabelecer negociações e ampliar as conquistas da categoria. Convocamos todos os servidores para estarem presentes à assembleia de amanhã, às 9 horas, em frente à Prefeitura.

Ulrich Beathalter
Presidente do Sinsej

Jlle., 16/06/2011, 20h44

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