Famílias lutam por moradia

Moradia em área irregular I Foto: Johannes Halter

Na próxima terça-feira (20/10), às 8 horas, o Movimento por Moradia e Regularização Fundiária fará um ato em frente à Prefeitura de Joinville. Eles cobram do governo uma solução para as mais de 200 áreas que ainda se encontram irregulares no município. Essa mobilização unificada das famílias que moram nesses locais teve início em maio deste ano.

Ao invés de resolver a situação, o Executivo, através da Secretaria do Meio Ambiente, realizou a derrubada de uma casa, em 30 de setembro, e notificou outras três. Os moradores mobilizaram-se e conseguiram a permanência das residências. Porém, é necessária a regularização para evitar novas demolições.

O ser humano em primeiro lugar

Alguns dos locais irregulares, Morro do Borba e entorno do Rio Itaum Mirim, por exemplo, são considerados áreas de preservação ambiental. Entretanto, há mais de 30 anos abrigam famílias que, devido à falta de regularização, não têm acesso nem mesmo à água encanada e energia elétrica. Para o Sinsej, há necessidade da preservação ambiental, mas a garantia de um teto para os seres humanos deve ser prioridade do governo.

“É inadmissível que o Estado, além de não atender o direito à moradia, ainda destrua o que os trabalhadores construíram. Somente com organização e pressão popular mudaremos essa história”, publicou em seu site o vereador Adilson Mariano. O direito a um teto está previsto na Constituição Federal de 1988. Cabe ao governo cumprir.

O Sinsej apoia a luta desses trabalhadores e repudia as ações do governo que em mais de 30 anos nada fizeram por essas famílias.

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