Servidores da educação podem iniciar ano letivo com greve

Servidores decidiram não iniciar o ano letivo de 2018 se a Prefeitura manter o atual calendário escolar | Foto: Aline Seitenfus
Servidores decidiram não iniciar o ano letivo de 2018 se a Prefeitura manter o atual calendário escolar | Foto: Aline Seitenfus

Os servidores da Educação decidiram ontem (12/12) não iniciar o ano letivo de 2018 se a Prefeitura manter a atual proposta de calendário escolar. Uma nova assembleia foi marcada para 1º de fevereiro, às 19 horas, no Sinsej. A decisão foi unânime.

Servidores lembraram que é preciso uma reação de toda a categoria para evitar a retirada de mais direitos. O presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, falou que a falta de resistência da categoria já levou a perdas como a quarta-feira de cinzas, quinta-feira santa, entre outras.

A tarefa de todos que participaram da assembleia é dialogar com os colegas e com a comunidade, alertando que este é somente mais um dos inúmeros ataques do governo. Os servidores já estão sobrecarregados. Falta estrutura, materiais básicos e funcionários. A preocupação da Prefeitura não está na qualidade do trabalho ofertado, mas em aumentar a jornada dos trabalhadores sem conceder a remuneração adequada para isso.

Terceirização das cozinhas

Em 2015 o governo colocou em processo de extinção o cargo de cozinheiras. A partir de 2018 as cozinhas passam a ser terceirizadas. A Prefeitura convocou as concursadas a participarem da escolha de vagas, na quinta-feira (14/12), para que cada unidade escolar tenha somente efetivos ou terceirizados.

Ontem, as servidoras, junto ao Sinsej, decidiram por unanimidade que estarão presentes na escolha de vagas e se negarão a continuar o processo. Essa é uma medida arbitrária do governo, pois quem deveria decidir se quer transferência do seu local de trabalho é o trabalhador.

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