Joinville precisa de um hospital de campanha para enfrentar o colapso na saúde

A saúde de Joinville colapsou. Não há mais leitos hospitalares disponíveis na cidade. A secretária da saúde, Tania Eberhardt, em áudio vazado nesta terça-feira (2), deixou claro que há um colapso no sistema de saúde pública e privada de Joinville, que não tem mais como receber pacientes.

O caos e o colapso na saúde do município não podem continuar. Vidas estão sendo perdidas, servidores estão esgotados e sendo agredidos por usuários indignados, porque estão sendo humilhados pelo tempo de espera, vendo filhos convulsionando de febre, devido à falta de profissionais, como médicos pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Não há profissionais suficientes para dar conta da demanda.

Estou envidando todos os esforços para dialogar com o governo federal no sentido de liberar a instalação de um Hospital de Campanha como ocorreu em Brasília (DF) e em Belo Horizonte (MG) no mês de fevereiro. Já conversei com a deputada federal Ana Paula Lima (PT) e o deputado federal Pedro Uczai (PT) para serem os articuladores dessa demanda junto ao Ministério da Saúde. Se for necessário, vamos a Brasília requerer pessoalmente junto à ministra Nísia Trindade. Como há um decreto emitido pelo governo municipal de situação de emergência na saúde, não há entrave burocrático que impeça a permissão da liberação e instalação imediata de um Hospital de Campanha em Joinville.

A situação tende a piorar nos meses de abril e maio. Portanto, não podemos imaginar ou fazer de conta que não tem solução. Se o governo Adriano foi incompetente, que pague politicamente pelo seu erro, mas o povo joinvilense e os servidores não merecem o destrato que está ocorrendo. Proporcionalmente, Joinville é uma das cidades com mais casos e óbitos por dengue no Brasil. Por isso, cabe-nos requerer essa atenção especial do governo federal.

E que fique claro, essa situação chegou a esse desastre porque o governo Adriano Silva, do partido Novo, não fez o dever de casa. Ignorou o trabalho de prevenção contra o mosquito da dengue ao não contratar os 380 agentes de endemias necessários. Temos apenas 106 agentes que, ao invés de organizar e executar os fumacês nos bairros e liberar larvicida nas bocas de lobos e valas a céu aberto, estão entregando folders nas esquinas dos sinaleiros. O povo saberá dar a devida resposta a esse descaso e caos do governo Adriano.

Jane Becker – Presidenta do Sinsej e professora

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