Reunião do Conselho de Representantes – A reação dos trabalhadores é inevitável e organizá-la é imprescindível.
O Conselho de Representantes do Sinsej reuniu-se na última terça-feira (9/6), no auditório do sindicato, para debater a situação da categoria e organizar as próximas lutas. A abertura trouxe o livro “A Greve”, de Jack London, e a importância da literatura na formação política. Representantes destacaram a necessidade de ir além do imediato, resgatar a greve de 1992 em Joinville e denunciar a postura dos patrões em relação ao serviço público.
Na sequência, analisou-se a conjuntura nacional e internacional, com o aumento das greves na iniciativa privada e a paralisação como ferramenta legítima de resistência.
Sobre o magistério, foi discutida a aplicação da Lei 15.326/2026, que inclui auxiliares e outros profissionais no piso da categoria. Mais de 2 mil assinaturas foram coletadas em Joinville para que a lei seja aplicada. No dia 17 de junho, a educação vai paralisar e a categoria irá à Secretaria da Educação, à Prefeitura e à Câmara de Vereadores, onde os vereadores estarão em atividade na Comissão de Educação.
A estadualização do Hospital Municipal São José também foi debatida. O governo Novo está em plena campanha de precarizar o hospital para logo tentar formalizar a estadualização. Neste sentido, denunciou-se a redução de roupas de cama e materiais de higiene, o comprometimento do atendimento e impactos da gestão por Organização Social da Saúde (OSS).
Representantes também trouxeram denúncias específicas para a reunião: agentes do Cadastro Único sendo obrigados a fazer visitas domiciliares sem respaldo; adoecimento mental generalizado – Santa Catarina liderou afastamentos por saúde mental em 2025.
Ações definidas: cine-debate com o filme “A Cor Púrpura” no dia 13/6, às 14h, no Sinsej; ato contra privatizações no dia 7 de julho, na Praça da Bandeira. Também serão produzidos textos, informes e panfletagens contra a falta de servidores e o sucateamento do serviço público promovido pela prefeitura.
Ao final, reafirmou-se que a união da categoria é essencial em um momento em que a política de descontos, demissões e punições precisa ser enfrentada com força. A reação dos trabalhadores é inevitável e organizá-la é imprescindível.
