Palácio das Orquídeas é mais um fiasco da terceirização

A Prefeitura de Joinville rompeu o contrato com a empresa LL Soluções e Serviços LTDA, responsável pela construção do Palácio das Orquídeas, devido a atrasos no cronograma e falhas em normas de segurança. Este caso deixa explícito, mais uma vez, o fracasso do modelo de parceria público-privada (PPP) – repetindo um padrão de empresas que, após garantirem seus ganhos, abandonam a prestação do serviço, deixando obras inacabadas e prejuízos à população.

 

Não é a primeira vez que essa situação ocorre em Joinville e, se depender do prefeito, não será a última. Anteriormente, a obra havia sido atribuída à empresa Azulmax, investigada por trabalho análogo à escravidão, que também teve seu contrato rescindido por irregularidades. Da mesma forma, no Hospital Municipal São José, a empresa Inova Alimentos já havia adotado postura semelhante, enchendo os bolsos e depois abandonando o contrato no serviço de alimentação do hospital. Estes episódios comprovam que empresas privadas não têm nenhum compromisso com a população, buscando apenas o próprio lucro. No entanto, são referência para gestores como Adriano Silva (Novo), que relaciona “eficiência” à terceirização e à privatização. O que vemos, na verdade, são casos de corrupção e displicência com leis trabalhistas, além do total descaso com o dinheiro do trabalhador.

 

É importante destacar que os recursos para a construção do orquidário com finalidade turística são originários do Fundeb, verba pública destinada à educação e à valorização de seus profissionais , o que é ainda mais grave. A obra, atrasada e com custos adicionais, permanece paralisada e sem previsão de conclusão, demonstrando como parcerias com o setor privado continuam prejudicando o serviço público e  a população.

 

Joinville precisa urgentemente de mais concursos e trabalhadores públicos. Dia a dia, em momentos de precarização, falta de equipamentos, pandemia, são os servidores que honram o compromisso com o atendimento no serviço público, trabalhando muito com o pouco que a prefeitura oferece. Enquanto isso, empresas vão de contrato a contrato, abandonando serviços, arrancando dinheiro do povo e afanando a possibilidade de valorização real dos servidores.

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