Servidores da Educação paralisam atividades e protocolam abaixo-assinado com 2.000 assinaturas pela aplicação da Lei 15.326

No dia 17 de junho, os servidores estiveram reunidos em frente à Secretaria de Educação do município, em uma paralisação pela aplicação da Lei 15.326, por valorização salarial e condições de trabalho. Novamente o secretário da Educação, Diego Calegari, não recebeu o sindicato. Já são meses sem diálogo com o Sinsej e com uma categoria que continuamente sofre em seus locais de trabalho. 

Sindicato e servidores protocolaram um abaixo-assinado com 2.000 assinaturas e as reivindicações da Educação.

O abaixo-assinado foi protocolado também no gabinete de Rejane Gambin que, segundo informações, não estava na cidade, com o intuito de solicitar a atenção da prefeita para as pautas do Magistério, uma vez que o secretário da pasta se nega a dialogar. O último encaminhamento foi a participação na Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores, onde sem nenhuma surpresa, servidores e sindicato foram atacados por membros do parlamento com adjetivações e acusações de cunho moral, como é típico, quando não se domina o conteúdo político das pautas da população. Foi mais um episódio que demonstra o baixo nível político e agressividade, de quem, em tese, deveria dar exemplo de decoro e civilidade. 

Vanessa da Rosa (PT) apresentou um requerimento para que o Sinsej pudesse ter 10 minutos de fala na tribuna. Os pretensos defensores da liberdade Tonezi (PL), Matheus Batista (União Brasil), Neto Petters (Novo), Érico Vinícius (Novo) e Instrutor Lucas (PL) votaram contra a intervenção da entidade, mas perderam na votação.

Mara Tavares e Maciel Frigotto, diretores do sindicato, dividiram o tempo de fala e explicaram as demandas dos servidores aos parlamentares, lembrando que o Sinsej e a categoria não reconhecem derrota em lutar e que combaterão até o fim por suas reivindicações, pois esse é o papel histórico dos sindicatos, aglutinar e conscientizar os trabalhadores organizados e em movimento!

O que ocorreu nos três locais públicos – Secretaria de Educação, Prefeitura e Câmara de Vereadores – foi uma verdadeira aula de como o governo Novo e o parlamento joinvilense são inimigos da Educação. Truculência e falta de respeito aos trabalhadores são marcas registradas de uma gestão que não aprecia servidores públicos e que recusa qualquer diálogo. É por isso que os direitos da categoria não serão construídos nesses espaços, mas arrancados do poder público com mobilização e luta nas ruas. A incorporação dos servidores no quadro do magistério pela lei 15.326 ainda está em disputa e tanto para essa pauta, como para todas as outras, precisamos de todos os servidores imbuídos da tarefa que em última instância é a defesa dos serviços públicos.

          

 

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