HMSJ quer eliminar cargo de Técnico em Eletrônica

A direção do Hospital Municipal São José (HMSJ) enviou à Câmara de Vereadores de Joinville pedido para a criação do cargo de fonoaudiólogo e para a extinção do cargo de Técnico em Eletrônica.

O HMSJ possui dois técnicos em eletrônica concursados. Esses profissionais eram responsáveis pela manutenção dos equipamentos médicos usados pela unidade. Porém, o hospital contratou uma empresa terceirizada para fazer esse trabalho. Hoje, os dois servidores encontram-se ociosos e sem poder exercer as atividades para as quais prestaram concurso e foram contratados.

O Sinsej alerta que a extinção de cargos para a terceirização de serviços é um veneno para a categoria e para a própria administração municipal.  Quanto menos servidores efetivos, menos recursos são disponibilizados para o Ipreville, por exemplo, o que no futuro pode gerar problemas para a aposentadoria dos servidores.

O argumento que diz que a terceirização é mais barata não se sustenta. Uma empresa que terceirize serviços além de pagar os salários dos funcionários precisa garantir a lucratividade do negócio. Se pagar salários aviltados não poderá oferecer um serviço de qualidade. Por isso, o sindicato é contrário a extinção do cargo de técnico em eletrônica.

Exemplo

O Sinsej possuía até o ano passado um contrato de terceirização de serviço de vigilância. O preço do serviço era de mais de R$ 3 mil mensais. Com esse valor foi possível contratar dois vigilantes com salário e benefícios de mercado e economizar.

Josiano Godoi
Diretor do Sinsej

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