Vigilância vai interditar 18 escolas

Fonte: Notícias do Dia

Textos de Josi Tromm Geisler

O fim do ano letivo nas escolas públicas municipais e estaduais de Joinville pode trazer junto um problema para a próxima administração da cidade. Ontem, a Vigilância Sanitária confirmou que no dia 14 de dezembro, último dia de aula, vai interditar 18 escolas da cidade – dez estaduais e oito municipais. Quem confirmou a informação foi a própria fiscal sanitarista Lia Renata Abreu.

Ontem, ela ainda fez algumas vistorias em escolas da cidade. “Já é fato. Vamos interditar. Não fizeram as reformas que prometeram”, confirmou Lia. O assunto foi discutido na manhã de ontem em reunião com representantes das secretarias de Educação do Estado e do município, além do promotor da Infância e Juventude, Sérgio Ricardo Joesting, a fiscal Lia e o vereador Adilson Mariano (PT).

A ideia é aguardar o fim do ano letivo para não prejudicar os últimos dias de aula. Mas o problema pode ser ainda maior. Caso providências urgentes não sejam tomadas, Joinville corre o risco de não ter onde colocar milhares de alunos no início do ano letivo.

A lista das escolas ainda não foi divulgada. Sabe-se, apenas, que a Escola de Ensino Fundamental Monsenhor Sebastião Scarzello, do Estado, continua interditada. E que outras estaduais como Rui Barbosa, Annes Gualberto, Rodolfo Meyer, Gertrudes Benta Costa e Tuffi Dipe também estão na lista de interdição. Ontem, a gerente regional de Educação, Clarice Portella, confirmou que alguns encaminhamentos já estão sendo feitos.

Escolas como Osvaldo Aranha estão com obras iniciadas. Outras como Plácido Olímpio, Maria Amin Ghanem e Conselheiro Mafra, a Gerei ainda aguarda informações da Secretaria Estadual da Fazenda para que possa ser feito o processo de licitação. “Estamos aguardando os autos de interdição para trabalhar em cima disso. O que for possível vamos providenciar com o contrato de manutenção que temos. Mas só posso avaliar melhor depois que souber quais são as escolas”, concluiu Clarice.

A secretária Municipal de Educação, Vanessa da Rosa, garantiu que todas as solicitações estão sendo atendidas. “Nós já estamos resolvendo. Não tem por que interditar”, resumiu Vanessa. Mesmo assim, a fiscal Lia afirma que oito escolas do município serão interditadas.

Durante a reunião da manhã de ontem, sobre a situação estrutural das escolas de Joinville, o promotor de Justiça Sérgio Ricardo Joesting chegou a dizer que, se as melhorias não forem feitas, poderá entrar com uma ação contra os responsáveis, podendo resultar em multa e até prisão de gestores. Para o vereador Adilson Mariano, já passou da hora de os responsáveis resolverem a situação. “É um crime o que eles fazem com os serviços públicos e, portanto, contra a população”, diz o vereador.

Para a equipe de transição do futuro prefeito Udo Döhler, por enquanto, a única alternativa é aguardar. No início desta semana, o grupo se reuniu com a secretária da Educação de Joinville, Vanessa da Rosa. “Ela garantiu que não há problemas estruturais, haverá merenda e professores para o início do ano”, disse um dos integrantes da transição, Marco Aurélio Braga.

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