Avaliação do segundo dia e programação

Neste segundo dia de mobilização, a adesão à greve aumentou cerca de 30%. Ao todo, mais de 3 mil servidores estão paralisados. A estimativa dos comandos de greve, que percorreram hoje (14/5) todos os locais de trabalho, é de que amanhã este número aumente significativamente, com o fechamento de mais 20 postos de trabalho.

Com apenas dois dias de greve, setores estratégicos do serviço público municipal já estão fechados ou operando com número reduzido de funcionários. É o caso do PA Sul, que não prestou atendimento na manhã de hoje e fechou as portas à noite, do PA Norte, que só está atendendo urgência e emergência, além dos postos de saúde do Rio do Ferro, Santa Bárbara, Iririú, Jardim Sofia, Itinga e Vila Nova.

Na educação, a adesão em CEIs e escolas também é alta. Exemplos são: Escola Aloísio Sehnem, que possui apenas três servidores trabalhando, Baltasar Buschler e Sadalla Amin Ghanem, onde mais de 90% do quadro está em greve. No entanto, há diversas unidades que, mesmo com grande parte da equipe paralisada, estão sendo mantidas abertas pela Secretaria de Educação (SE). Segundo informações dos próprios trabalhadores, servidores do prédio da SE foram remanejados para assumir salas de aula. Também há casos em que os alunos estão sendo mantidos na escola mesmo sem aulas, caracterizando dias letivos.

A mesma situação ocorre na saúde. Esta situação coloca servidores e comunidade em risco. Isso porque, nas escolas, crianças e adolescentes ficam sem supervisão. Na saúde, há confrontos entre usuários e trabalhadores que permanecem em seus postos, porém sem condições mínimas de atender.

Programação para esta quarta-feira

Às 9 horas, ocorre novo ato em frente à prefeitura. À tarde, os servidores dirigem-se à Câmara de Vereadores. Às 14 horas, a Comissão de Participação Popular e Cidadania promove uma reunião entre o Sinsej e a prefeitura sobre a greve. Às 17 horas, os trabalhadores assistirão à sessão e unem suas vozes aos estudantes das escolas estaduais de Joinville, que irão se manifestar contra o fechamento de turmas na rede.

Agende-se

7 horas – alguns comandos de greve dirigem-se a locais que começam o expediente mais cedo.

9 horas – Ato em frente à prefeitura e votação da nova proposta do Executivo.

13 horas – reunião do comando de greve, no Sinsej.

14 horas – todas à Câmara de Vereadores, na Comissão de Participação Popular e Cidadania, que promove uma reunião entre o Sinsej e a prefeitura sobre a greve.

17 horas – grevistas unem-se a estudantes que utilizarão espaço da Tribuna Livre, na Câmara de Vereadores, para protestar contra o fechamento de turmas na rede estadual de ensino e exigir apoio dos parlamentares à greve dos servidores.

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