Terceiro dia de greve mostra despreparo do governo Udo Döhler

Banner 2014.05.21 ID - Campanha Salarial 2014 - Ato do dia 23 na prefeitura-01

Mesmo frustrada no campo judicial – pois o Tribunal de Justiça (TJ) não considerou a greve ilegal, como solicitou a Prefeitura –, a administração não apresentou avanço algum na audiência realizada na manhã desta quinta-feira (22/5). Amanhã ocorre novo ato dos servidores, às 9 horas, em frente à sede do poder Executivo. A categoria está disposta a negociar (confira abaixo o ofício protocolado hoje, reafirmando a abertura para encontrar uma resolução para o movimento grevista). Basta a vontade do prefeito Udo Döhler.

Para o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, a atitude do governo é irresponsável. “Chamam o sindicato para negociar e não apresentam uma proposta nova. Isso demonstra despreparo, pois insistem em audiências vazias e não inovam nas respostas”, disparou.

Udo se contradiz com números sobre a greve

Servidores paralisaram segunda e começaram greve terça | Foto: Francine Hellmann
Servidores paralisaram segunda e começaram greve terça | Foto: Francine Hellmann

A decisão do TJ foi pautada por Udo Döhler (PMDB). Porém, o prefeito desistiu de argumentar quando os diretores do sindicato expuseram a contradição dos dados da própria Prefeitura. Segundo nota divulgada pela administração, haveria apenas 7,8% dos trabalhadores em greve. Apesar disso, comemora a decisão do juiz Stanley da Silva Braga, que apontou a necessidade de os grevistas manterem no mínimo 40% dos serviços essenciais. O sindicato observa na tentativa de judicialização um ato de desespero e de desrespeito ao direito sindical.

O Sinsej destaca que a greve continua forte. Hoje o dia está dedicado aos comandos de greve. Grupos de servidores percorrem os locais de trabalho, dialogando com os colegas que ainda estão em seus postos. Constantemente chegam notícias de novos lugares que fecham as portas.

Novo ato nesta sexta-feira

Na sexta-feira, está marcado um novo ato dos servidores em greve. Ocorrerá às 9 horas, em frente à Prefeitura. Será a última oportunidade da semana de o prefeito Udo Döhler restabelecer o atendimento da população. Para o sindicato, a decisão está unicamente nas mãos dele, pois a categoria tem mostrado sua disposição para o diálogo desde o início. É a ele quem cabe apresentar uma resposta contemplando as cobranças da categoria.

Disposição de diálogo dos servidores

A Campanha Salarial começou em fevereiro deste ano. Foram 10 encontros setoriais realizados, para captar as demandas dos trabalhadores. No dia 27 de fevereiro, uma assembleia geral definiu a Pauta de Reivindicações. A administração está com o documento em mãos desde 28 de fevereiro.

Com poucos avanços, depois de várias audiências, os servidores municipais decidiram entrar em ESTADO DE GREVE dia 24 de abril, depois de rejeitar a contraproposta da Prefeitura. Ela havia respondido positiva ou parcialmente apenas 24 dos 70 itens cobrados. Nova assembleia do dia 13 de maio considerou ainda insuficiente a proposta do poder Executivo. Na oportunidade, decidiu-se por um dia de paralisação dia 19. No dia da paralisação, o governo recebeu o sindicato, mas não oficializou nova proposta. Apenas então, a categoria decidiu entrar em greve.

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