Udo anuncia pacote de maldades

 

Johannes Halter
Udo ataca servidores e população ao anunciar pacote de contenções I Foto: Johannes Halter

O anúncio do “pacote de maldades” do Prefeito Udo Döhler, ocorrido em 20 de novembro, revela um duro golpe contra os servidores municipais, contra o serviço público e contra a comunidade que destes serviços necessita.

O corte dos contratos de servidores temporários já começa a mostrar seus efeitos nocivos. Agentes Comunitários de Saúde, que deveriam estar nas ruas, visitando a população e identificando as necessidades, estão sendo convocados para atuar nas recepções das unidades, para cumprir papel burocrático. Agentes operacionais estão sendo retirados das ruas, também do atendimento direto à população, para atuar nas áreas internas de outras unidades. Agentes administrativos da Fundação Cultural, por exemplo, estão sendo deslocados para a farmácia do Hospital. A suspensão de chamada de concursos significa que vai faltar professores em sala de aula, profissionais de enfermagem nas unidades de saúde.

Em paralelo, o prefeito Udo anuncia cortes diretos aos servidores. Covardemente, ataca o vale-alimentação – que representa a segurança alimentar de milhares de famílias. Tirando literalmente o pão da boca da família do servidor, espera economizar uns trocados e garantir o privilégio da sua legião de comissionados, agentes políticos e cabos eleitorais.

Tira do trabalhador de carreira para dar aos amigos do partido

Se Udo quisesse economizar na folha de pagamento e nos benefícios, poderia começar com as benesses dos seus apadrinhados que lotam os gabinetes. Udo esconde da população que todos os comissionados puros (cabos eleitorais indicados pela “base aliada”) acabam fazendo “carreira” na Prefeitura, como se concursados fossem. A Prefeitura paga, para cada cabo eleitoral, um adicional de 6% a cada três anos de “trabalho” prestado ao município. Considerando que tem gente há muitos anos no cargo, ou que vêm e vão conforme os partidos no poder (e vão acumulando esse tempo de serviço, mesmo que fracionado), tem muito dinheiro público indo pro ralo, melhor, para o bolso desses parasitas do serviço público.

Outro absurdo mantido e não divulgado pelo prefeito é o adicional pago aos servidores que ocupam cargo de chefia. Cada servidor que é chamado pelo partido leva 80% da sua gratificação de chefia para toda a sua vida, inclusive para a aposentadoria – mesmo depois de deixar o cargo. Alguém nomeado pelo Udo agora, por exemplo, que venha a perder o cargo na próxima gestão (caso o prefeito não seja reeleito), vai continuar recebendo parte do adicional de chefia para sempre. É a farra completa com o dinheiro público, enquanto o governo quer que a população acredite que o problema é o salário ou os benefícios do servidor de carreira.

O povo trabalhador não vai pagar pela crise

Não temos culpa da incompetência das gestões e da ganância dos partidos no poder e seus empresários financiadores de campanha. Que Udo reveja as terceirizações, que jogam muitos milhões de reais nas contas de empresários, sendo que o serviço podia ser feito com muito menos custo por servidores de carreira. Que Udo corte dos salários e benefícios de seus apadrinhados, mas preserve a qualidade de vida e a segurança alimentar das famílias dos servidores. Que a população não seja afetada com menos serviço público.

Os servidores estão chamados a responder aos ataques. Todos à assembleia geral nesta quarta-feira, dia 25, às 19h, no Sinsej. Nenhum direito a menos. Não pagaremos pela crise!

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