Reajuste dos servidores de Joinville ameaçado

O Sinsej tomou conhecimento no fim da tarde desde quinta-feira (19/5) que os projetos de lei referentes aos reajustes salariais dos servidores da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Joinville podem ser retirados. O setor jurídico do Legislativo apresentou uma nova interpretação sobre a revisão da inflação em período pré-eleitoral. De acordo com essa tese, só seria permitido conceder reajuste inflacionário referente ao ano do pleito, não ao período de 12 meses acumulado até a data-base. Vereadores afirmaram aos diretores do sindicato que o governo pretende adotar a mesma interpretação.

Todos os servidores estão chamados a comparecer a assembleia que discutirá o assunto, dia 31 de maio, às 19 horas, no Sinsej.

O sindicato rechaça essa interpretação e a considera inconstitucional. O artigo 37, inciso XX, da Constituição estabelece que a revisão geral anual dos servidores públicos deve ser assegurada. É importante ressaltar que os servidores de Joinville adiantaram a campanha salarial este ano, entregando a pauta de reivindicações e solicitando audiência com o governo já em fevereiro. Em nenhuma das mesas de negociações realizadas com o Udo Döhler e Rodrigo Fachinni tal tese foi mencionada. “O valor do reajuste imposto pela Prefeitura este ano já é muito baixo, restringindo-se à inflação parcelada em quatro vezes”, ressalta o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter. “Não aceitaremos este golpe”.

O reajuste negociado aos servidores da Prefeitura foi:

2% a partir de 1º de agosto de 2016.

2% a partir de 1º de outubro de 2016.

2% a partir de 1º de dezembro de 2016.

3,83% a partir de 1º de fevereiro de 2017.

O reajuste negociado para os servidores da Câmara de Vereadores foi:

Inflação do período (9,83%) pago em uma parcela na data-base.

Leia também: Câmara discute reajuste dos servidores

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