Comissão discute insalubridade em Itapoá

Conforme encaminhado no acordo de greve, a comissão que irá acompanhar a elaboração do novo laudo ambiental que embasa o pagamento da insalubridade da Saúde reuniu-se pela primeira vez na sexta (2/9). Formam a comissão cinco servidores mais um representante do Sinsej e o técnico responsável pela elaboração do laudo.

Recentemente, 64 servidores perderam o direito à insalubridade. Os presentes na reunião posicionaram-se contra os cortes, destacando os 37 ACSs que tiveram esse direito retirado. Conforme o representante do setor de enfermagem ressaltou, esses trabalhadores são responsáveis pelas visitas às famílias, ficando expostos a todos os tipos de doenças, como por exemplo, a tuberculose.

O Sinsej apontou a incoerência da Prefeitura ao aplicar um laudo falho. Em Itapoá estava em vigor a análise técnica de 2014, que previa o pagamento da insalubridade. O laudo elaborado em 2015 resultou nos cortes. Porém, seu processo foi inadequado, já que o técnico não visitou os locais de trabalho nem entrevistou os servidores.

O corte da insalubridade foi realizado após uma “recomendação” do Conselho Municipal de Saúde. Porém, esse mesmo Conselho não recomendou que o município entregasse aos agentes de endemias e operacionais os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como cinto de segurança, bota, filtro solar e colete. Também não apontou a falta de acessibilidade nos locais de trabalho.

Para o Sinsej, essa questão pode ser facilmente resolvida. “O governo tem toda autonomia para decidir pela valorização desses servidores e, independente do laudo técnico, fazer o pagamento da insalubridade”, disse a presidente do sindicato, Mara Lúcia Tavares. Segundo o técnico, o novo laudo ficará pronto até o dia 25 de setembro.

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